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Abit anuncia resultados do primeiro semestre de 2021

Negócios

By Marta De Divitiis

13 de jul. de 2021

Na última quinta-feira, o presidente da Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, Fernando Pimentel falou em coletiva de imprensa virtual sobre os dados que a entidade levantou durante o primeiro semestre de 2021.

Segundo Pimentel, há uma clara retomada da produção têxtil, com crescimento significativo (36,3 por cento) quando comparado ao mesmo período de 2020. A produção de vestuário teve alta de 36,6 percentuais em relação aos seis primeiros meses de 2020 e o varejo de vestuário teve um desempenho 26,2 por cento maior que os do mesmo período de 2020. “Temos uma grande pequena alegria quando verificamos que esse crescimento está traduzido em novos empregos, que de janeiro a maio de 2021 foi de 45.331 (saldo de 74.657 nos últimos 12 meses)”, disse o executivo.

Outro ponto abordado foi o fato de que estão sendo realizados investimentos na importação de máquinas e de equipamentos (cresceu 58,47 percentuais nesse primeiro semestre). Entre janeiro e junho de 2021 foram investidos 315,6 milhões de dólares contra 199,2 milhões de dólares no mesmo período de 2020.

Entre janeiro e março de 2021 o BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - desembolsou 148 milhões de reais, sendo que entre janeiro e março do ano anterior somente 42 milhões de reais foram despendidos.

Pesquisa conjuntural e mapa de calor

De acordo com pesquisa realizada entre seus associados, a Abit divulgou que 73 por cento das empresas tiveram produção acima do esperado, com 75 por cento de vendas acima das expectativas (contra 8 percentuais e 10 por cento do mesmo período de 2020, respectivamente). Somente 2 por cento pretendiam demitir trabalhadores, enquanto em junho de 2020 24 percentuais das empresas demitiram. Já a inadimplência acima do esperado foi de 82 por cento em 2020 e em 21 somente 13 percentuais responderam afirmativamente. Já a intenção de iniciar processos de exportação era de 53 por cento em 2020 e subiu para 65 percentuais em 2021.

"No mapa de calor os vetores de temperatura estão mais positivos,” explicou Pimentel. No mapa apresentado a avaliação positiva frente a quesitos como produção; vendas; empregos; estoques; situação da carteira de pedidos em relação ao mês anterior, entre outros, desde junho de 2020 (quando apenas 7 por cento faziam uma avaliação positiva), vai crescendo atingindo 87 percentuais em dezembro de 2020 e chegando a 100 por cento em junho do presente.

Resultados do grande varejo

Segundo dados da Abvtex - Associação Brasileira do Varejo Têxtil - numa comparação entre o mês de junho de 2021 em relação ao mês anterior as vendas em lojas físicas estiveram melhores de acordo com 71 por cento dos pesquisados enquanto o e-commerce respondeu por 85 percentuais. Em junho de 2019 (2020 não foi levado em consideração) esses percentuais eram de 79 nas lojas físicas e 100 no virtual.

O varejo do vestuário foi um dos setores mais impactados desde o início da pandemia. Em maio de 2020, no auge da crise sanitária, o setor de vestuário chegou a cair mais de 66 por cento em relação ao ano anterior. No acumulado de 2021 esse segmento já apresenta crescimento positivo versus 2020 (em 2019 teve um crescimento de 4,8 por cento, sendo que em 2020 apresentou 30,4 percentuais negativos e agora, no acumulado de 2021, subiu positivamente 1,8 por cento.)

Estimativas do mercado

As expectativas são positivas, começando com o setor têxtil e de confecção esperando contratar mais 35 mil postos de trabalho. No mercado de manufaturas têxteis aguarda-se que 2 milhões de toneladas sejam produzidas até o fim do ano (com um aumento de 7,4 por cento em volume em relação ao ano passado) gerando receita de 57,5 bilhões de reais. Já a receita do varejo do vestuário está prevista em 204 bilhões de reais.

No mercado do vestuário estima-se que até dezembro de 2021 sejam produzidas 5,7 bilhões de peças, gerando receita de 146,6 bilhões de reais. A estimativa é que sejam consumidos internamente 6,4 bilhões de peças, gerando no acumulado do ano 204 bilhões de reais.

Como desafios restritivos para os próximos 12 meses a Abit vê a crise hídrica, o desemprego elevado, uma massa salarial estagnada, a inflação acima do centro da meta com o consequente aumento dos juros básicos e o cenário político instável prejudicando o avanço das reformas estruturantes.

Fotos: Ethan Bondar/Unsplash, Leighmann Blackwood/Unsplash, Juli Kosolapova/Unsplash e Dayne Topkin/Unsplash

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