Amazon supera as expectativas impulsionada por IA e pela Anthropic
Nova York – A Amazon registrou no primeiro trimestre resultados melhores que o esperado, graças principalmente à sua subsidiária de computação em nuvem (cloud), a Amazon Web Services (AWS), que continua a se beneficiar do interesse pela inteligência artificial (IA).
O grupo de Seattle (noroeste dos Estados Unidos) também viu seu lucro disparar após a revisão do valor contábil de sua participação na Anthropic, destaque em IA, o que aumenta seu resultado em 16,8 bilhões de dólares.
O lucro líquido atingiu 30,3 bilhões de dólares, um aumento de 77 por cento em um ano. Por ação, o dado mais acompanhado pelos investidores, foi de 2,78 dólares, em comparação com 1,66 dólar segundo o consenso de analistas da FactSet.
Historicamente focada no comércio online, a Amazon evoluiu para se tornar hoje o principal provedor mundial de computação em nuvem, a famosa "nuvem" (cloud), indispensável para o desenvolvimento e uso da inteligência artificial.
A AWS, subsidiária de "nuvem", "agora representa 150 bilhões de dólares em faturamento em ritmo anualizado", revelou na quarta-feira o chefe da Amazon, Andy Jassy, durante uma teleconferência.
Se fosse separada do restante do grupo fundado por Jeff Bezos, a AWS estaria, sozinha, entre as 50 maiores empresas de capital aberto do mundo em termos de faturamento. "Nunca vi uma tecnologia crescer tão rápido quanto a IA", comentou Andy Jassy.
A Amazon acaba de fazer uma grande jogada ao anunciar que os modelos da OpenAI, criadora do ChatGPT, agora também seriam hospedados na plataforma de IA do grupo, a Bedrock. Até agora, a startup californiana tinha um contrato de exclusividade com a Microsoft.
"A expansão da já extensa lista de parceiros de IA e os investimentos" do grupo "têm como objetivo manter a oferta (da Amazon) à frente da concorrência", analisou Sky Canaves, analista da empresa Emarketer. A empresa já tinha laços privilegiados com a grande concorrente da OpenAI, a Anthropic, que fortaleceu recentemente ao injetar mais 5 bilhões de dólares no capital, depois de já ter investido 8 bilhões anteriormente.
Novo gigante dos chips
"O crescimento da AWS (+28 por cento em um ano) é o mais alto em anos", observou Sky Canaves, que também destacou "a melhoria das margens operacionais". O ritmo adotado pela AWS (+28 por cento) é consideravelmente superior ao das atividades históricas da Amazon, cujas receitas cresceram apenas 14 por cento em um ano. O faturamento total do grupo é de 181,5 bilhões de dólares (+17 por cento). Para reduzir sua dependência dos grandes players de processadores, especialmente da Nvidia, a Amazon iniciou, desde 2015, a fabricação de seus próprios chips.
Ela desenvolveu, em particular, o Trainium, adaptado para o desenvolvimento de modelos de IA, e o Graviton, mais recomendado para o uso diário desses modelos, chamado de inferência.
Diferentemente do Google e sua Unidade de Processamento Tensorial (TPU), a Amazon não comercializa seus chips e apenas os aluga para seus clientes da nuvem AWS.
"Se nossos chips fossem uma empresa separada do resto do grupo, eles representariam um faturamento de 50 bilhões de dólares em ritmo anualizado", especificou Andy Jassy, o que equivale às receitas geradas pela americana Intel.
O chefe da Amazon declarou que a maior parte dos primeiros volumes da próxima geração do Trainium, a quarta, "já foi reservada", "embora ela não estará disponível para o público em geral antes de 18 meses". O fato de possuir seus próprios chips permitirá à Amazon "economizar dezenas de bilhões de dólares em despesas de investimento a cada ano", segundo Andy Jassy.
Nas negociações eletrônicas após o fechamento de Wall Street, as ações da Amazon subiam mais de 3 por cento. Para Sky Canaves, o entusiasmo dos investidores foi parcialmente atenuado por previsões consideradas "prudentes" e uma contração no fluxo de caixa livre, devido aos investimentos.
Este artigo foi traduzido para português com o auxílio de uma ferramenta de IA.
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