Bonecas sexuais com aparência infantil: Shein na mira da Comissão Européia
Após o escândalo da venda de bonecas sexuais com aparência infantil, a Comissão Europeia inicia um processo formal contra a varejista on-line chinesa Shein. A autoridade de Bruxelas suspeita que a empresa não está fazendo o suficiente para combater a distribuição de produtos ilegais em sua plataforma e que negligencia a proteção ao consumidor.
A Shein gerou muitas críticas na Europa nos últimos meses. Além das bonecas sexuais com aparência infantil, os clientes também puderam adquirir, por um tempo, armas que exigem licença e medicamentos no marketplace on-line. A empresa removeu os produtos de seu site após as críticas.
A gigante on-line anunciou que pretende cooperar com a Comissão Europeia no processo. “Compartilhamos o objetivo da Comissão de garantir um ambiente on-line seguro e confiável, e continuaremos a participar de forma construtiva neste processo”, comunicou a Shein. Desde os incidentes anteriores, já houve uma melhoria nas medidas de segurança, como em produtos com restrição de idade.
Sistema de recompensas também pode ser ilegal
O processo agora instaurado, segundo a Comissão Europeia, foca em outras duas áreas além dos produtos ilegais. O design supostamente viciante também será investigado. Isto é, sistemas de pontos e recompensas que visam incentivar os clientes a consumir mais. Estes poderiam ter um impacto negativo na proteção ao consumidor, argumenta a autoridade de Bruxelas.
Além disso, a questão envolve a transparência das recomendações com as quais a Shein sugere produtos aos seus usuários por meio de algoritmos. A legislação europeia exige que as grandes plataformas divulguem os parâmetros essenciais de seus algoritmos. Consequentemente, os usuários também devem ter acesso fácil a pelo menos um sistema de recomendação que não seja baseado em dados pessoais.
França fracassa na tentativa de bloquear a Shein
A pressão sobre a Comissão Europeia para agir de forma rigorosa contra a Shein veio recentemente, em especial, da França. O governo francês chegou a tentar bloquear a plataforma on-line por três meses, mas a tentativa fracassou inicialmente no tribunal no final de dezembro. Tal bloqueio seria uma interferência injustificada na liberdade empresarial, decidiram os juízes.
Segundo a Comissão Europeia, as investigações das autoridades francesas e o seu próprio processo são independentes. No início de novembro, a Shein abriu sua primeira loja física na França. Na ocasião, manifestantes protestaram contra o fast fashion, as condições de trabalho na varejista e seu balanço ecológico.
Multa pode ser aplicada, mas bloqueio é improvável
A base para o processo da UE contra a Shein é a Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês). A Comissão Europeia supervisiona o cumprimento dessas regras na União Europeia. Elas visam, entre outras coisas, garantir que as plataformas removam conteúdos ilegais de seus sites mais rapidamente. Torna-se mais fácil para os usuários denunciarem tais conteúdos. Basicamente, os grandes provedores devem seguir mais regras do que os pequenos. A Shein é fabricante, varejista e marketplace.
É a primeira vez que a autoridade de Bruxelas abre um processo contra a Shein. Isso dá aos órgãos de fiscalização da internet mais opções na investigação, como solicitar documentos internos e exigir mais informações. A duração do processo é incerta; a lei não estabelece um prazo para isso. A instauração do processo com base na DSA, segundo a autoridade de Bruxelas, ainda não significa que existam provas suficientes de uma violação das regras por parte da Shein.
No entanto, se a Comissão Europeia constatar que ocorreram violações, ela pode impor uma multa. Os órgãos de fiscalização da internet de Bruxelas também podem aceitar compromissos da Shein e encerrar as investigações. O bloqueio da plataforma é considerado um último recurso e bastante improvável.
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