Dior: Para reconquistar a clientela, Delphine Arnault impõe cautela em relação aos preços
Delphine Arnault, diretora-geral da Dior, anunciou uma reavaliação da política de preços da maison para certos produtos, informa o Financial Times. Durante a conferência Business of Luxury, organizada pelo jornal britânico e realizada na segunda-feira em Puglia, a executiva da segunda maior marca do grupo LVMH em termos de faturamento destacou a vontade de reconquistar uma clientela afastada pelos fortes aumentos de preços dos últimos anos.
“Trabalhamos muito em nossa oferta de artigos de couro e somos muito cautelosos em relação aos preços”, declarou Delphine Arnault durante sua apresentação. Ela também acrescentou: “Não se pode aumentar o preço de um produto sem elevar a percepção de sua qualidade. Este é um ponto essencial.” A título de exemplo, a direção especificou que o preço da bolsa Lady Dior, um de seus best-sellers, não sofreu nenhum aumento desde 2023, com exceção de ajustes estritamente ligados à desvalorização de duas moedas.
A renovação criativa como alavanca para a recuperação
Essa cautela com os preços faz parte de um amplo período de renovação estratégica. No ano passado, a maison nomeou Jonathan Anderson (ex-diretor criativo da Loewe) como diretor artístico para revitalizar a imagem da marca e conter a queda nas vendas observada em um contexto de enfraquecimento geral do setor. Na semana passada, o estilista apresentou sua sexta coleção para a marca e seu primeiro desfile Cruise em Los Angeles.
As primeiras criações de Jonathan Anderson para a maison foram colocadas à venda nas lojas em 2 de janeiro. De acordo com informações do Financial Times, essa entrega inicial incluiu deliberadamente vários artigos com preços mais acessíveis, com o objetivo de ilustrar concretamente a nova estética e a evolução da estratégia comercial da marca.
O hiperluxo tem seus limites
A iniciativa da Dior destaca os limites do hiperluxo e do aumento de preços praticado nos últimos anos por muitas grifes do setor, como Louis Vuitton e Chanel. Esse aumento teve o efeito de afastar consumidores, mesmo os abastados, o cliente aspiracional, o amante da moda com um bom salário, o visitante ocasional de uma marca que admirava. Resultado: várias grandes maisons registraram um enfraquecimento da demanda. Mas, como demonstram as declarações da diretora-geral da Dior, bem como as informações divulgadas pela imprensa sobre uma revisão de preços nas marcas do grupo Kering, as coisas estão prestes a mudar.
O recuo nos preços agora em andamento e a introdução de peças mais acessíveis mostram que a indústria pensa em reequilibrar sua oferta. O mercado se afasta da ostentação de preços para se aproximar de um valor percebido como autêntico. Preços que, no entanto, continuam elevados, mas são justificados pelas realidades da produção, cujo eixo artesanal é cada vez mais reivindicado pelas empresas de luxo.
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