Farm Rio: venda ou abertura de capital?

Avaliada em um bilhão de dólares (aproximadamente 5,2 bilhões de reais), a Farm, pertencente à Azzas 2154, supera sua proprietária, que atualmente está valendo 3,8 bilhões de reais. A marca carioca, famosa por suas estampas coloridas e descontração elegante, é responsável por cerca de 40 por cento da receita do grupo.

Como foi divulgado anteriormente, o grupo Azzas contratou o Banco Morgan Stanley para uma possível venda, o que acarretou logo a seguir uma alta nas ações do grupo. No entanto, agora, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, está sendo cogitada uma abertura de capital da marca, com uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), nos EUA.

A Azzas 2154 contratou também o escritório Mattos Filho e Pinheiro Neto para assessoramento jurídico, enquanto as discussões internas acontecem. No entanto, em ambos os casos (venda ou abertura de capital), segundo o periódico, a marca deveria ser independente, num processo conhecido, dentro do contexto de finanças corporativas, como “carve-out”, cisão parcial numa tradução livre.

Por enquanto, a Azzas 2154 não divulgou nenhum fato relevante, exceto o do dia 19 de junho, quando afirmava que havia contratado o banco estrangeiro para avaliar estratégias envolvendo os ativos da marca.

Vale lembrar que a Farm ganhou outros países ao ser levada em 2019 para Nova Iorque. De lá para cá, a Farm Rio, como é chamada fora do Brasil, está em 18 países, com crescimento anual de dois dígitos e uma grande rentabilidade. Na linguagem popular, a Farm pode ser considerada “a joia da coroa” do grupo Azzas.


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