Fashion Pulse Brasil - Agosto de 2026
Preços ao consumidor (Agosto)
Os preços no grupo Vestuário do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do Brasil subiram 3,25 por cento em termos anuais em agosto de 2026, uma queda em relação aos 3,87 por cento de julho, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A inflação geral do IPCA desacelerou para 4,22 por cento, vinda de 4,44 por cento, de modo que a inflação do vestuário permaneceu abaixo da taxa geral. Na comparação mensal, os preços do vestuário subiram 0,12 por cento, enquanto o índice geral caiu 0,32 por cento.
Dentro do grupo, os preços das roupas subiram 1,47 por cento em termos anuais, com as roupas masculinas subindo 1,97 por cento, as femininas 0,79 por cento e as infantis 2,05 por cento, segundo o IBGE. Calçados e acessórios subiram 5,75 por cento, com os tênis registrando alta de 6,74 por cento. Os preços de joias e bijuterias subiram 13,55 por cento.
Vendas no varejo (Julho, preliminar)
Os dados de varejo do IBGE estão disponíveis até julho. O volume de vendas no grupo de atividade de têxteis, vestuário e calçados caiu 4,7 por cento em termos anuais em julho, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, após uma queda de 1,7 por cento em junho. Com ajuste sazonal, o volume caiu 2,7 por cento em relação a junho, após uma queda de 3,2 por cento no mês anterior.
Em termos nominais, as vendas de têxteis, vestuário e calçados caíram 2,0 por cento em termos anuais em julho, segundo o IBGE. O volume total de vendas no varejo subiu 1,2 por cento em termos anuais, mas caiu 0,8 por cento em relação a junho, com ajuste sazonal. De janeiro a julho, o volume de vendas de têxteis, vestuário e calçados foi 0,9 por cento menor do que no ano anterior.
Confiança do consumidor (Agosto)
O índice de confiança do consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 3,6 pontos para 84,7 em agosto, sua quarta queda mensal consecutiva. O índice de expectativas caiu 5,4 pontos para 86,1, enquanto o indicador de compras planejadas de bens duráveis caiu 10,0 pontos para 74,7. O índice de confiança do comércio da FGV caiu 1,3 pontos para 84,2, com seu componente de vendas esperadas caindo 2,6 pontos para 85,6.
Política monetária e câmbio (Agosto)
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) cortou a taxa básica de juros Selic em 25 pontos-base para 14,00 por cento em sua reunião de 5 de agosto. O dólar teve uma média de 5,1532 reais em agosto, acima dos 5,1139 reais em julho, segundo a taxa de referência PTAX do BCB, uma queda de 0,8 por cento no valor do real. Em comparação com agosto de 2025, quando o dólar teve uma média de 5,4469 reais, o real estava 5,7 por cento mais forte.
Contexto macroeconômico (Agosto)
A taxa de desemprego do Brasil foi de 5,3 por cento no trimestre encerrado em agosto, inalterada em relação ao trimestre encerrado em julho e abaixo dos 5,6 por cento do ano anterior, segundo o IBGE.
Conclusão
Os preços do vestuário no Brasil subiram 3,25 por cento em termos anuais em agosto, abaixo da inflação geral do IPCA de 4,22 por cento. Os dados mais recentes de varejo do IBGE, referentes a julho, mostram que o volume de vendas de têxteis, vestuário e calçados caiu 4,7 por cento em termos anuais. A confiança do consumidor caiu para 84,7 em agosto, com as compras planejadas de bens duráveis caindo 10,0 pontos, enquanto o Copom cortou a taxa Selic para 14,00 por cento.
Nota: este artigo combina os dados oficiais mais recentes disponíveis no momento da redação. As defasagens na divulgação dos dados variam por indicador e país, portanto, nem todos os números se referem ao mesmo mês. Cada dado é identificado com seu período de referência.
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