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Fatos e números sobre empresas de moda do Brasil: Grendene

By Gislene Trindade

8 de jan. de 2019

Negócios

A Grendene é uma das maiores produtoras mundiais de calçados: são cerca de 250 milhões de pares fabricados por ano, entre as marcas Melissa, Rider, Grendha e Ipanema. Há 16 anos consecutivos é a maior exportadora do Brasil no segmento. A companhia conta atualmente com cerca de 24 mil funcionários.

A história da Grendene

Tudo começou em 1971, no município de Farroupilha, Rio Grande do Sul, quando os irmãos Pedro e Alexandre Grendene Bartelle abriram uma fabricante de embalagens plásticas para garrafões de vinho, até então feitos em vime. Em 1976 a empresa iniciou a fabricação de peças de plástico para máquinas e implementos agrícolas, além de saltos e solados para calçados. Nessa mesma época tornou-se pioneira na utilização da poliamida (nylon) como matéria-prima, o que a impulsionou a dar seus primeiros passos em direção ao mundo da moda.

Em 1979 a empresa lançou a sandália Melissa Aranha, inspirada nos calçados de tiras dos pescadores da Riviera Francesa. A marca tem muito a agradecer à novela Dancin’ Days, na qual a personagem Júlia, interpretada por Sônia Braga, frequentemente exibia uma Melissa Aranha nos pés. Isso faz da Grendene, portanto, uma das pioneiras em merchandising de calçados em novelas. Apesar do sucesso nas telinhas, a Melissa só emplacou de vez em 1983, quando passou a lançar coleções colaborativas com estilistas do calibre de Jean-Paul Gaultier, Thierry Mugler, Jacqueline Jacobson e Elisabeth De Senneville.

Três anos mais tarde, a Grendene resolveu focar no público masculino, lançando uma linha de chinelos com design focado em conforto e praticidade. Nascia assim a Rider. As versões feminina e infantil foram acrescentadas à marca na década seguinte.

Consolidando sua posição no mercado de calçados de plástico, a Grendene lançou a marca Grendha, focada no público feminino, em 1994. Sete anos mais tarde veio a Ipanema, oferecendo chinelos e sandálias femininas a preços competitivos. A marca deve muito de sua popularidade a um licenciamento com Gisele Bündchen, então a modelo mais bem paga do mundo. Foi a primeira vez que Bündchen lançou um produto com seu nome.

Em 2005, um ano após abrir seu capital na BM&FBovespa, a Grendene decidiu repaginar a marca Melissa, resgatando o costume de colaborar com estilistas de peso e estabelecendo a sandália como um objeto de desejo, com preço mais alto. Para marcar a nova estratégia de marca, abriu uma loja na Oscar Freire, a rua mais cara de São Paulo, na qual as sandálias são exibidas ao lado de objetos de arte e design. Irmãos Campana e Vivienne Westwood são apenas dois dos colaboradores de renome internacional a trabalhar com a Melissa nesta nova fase.

O sucesso dessa nova estratégia foi tão grande que a empresa começou a sofrer com cópias piratas dos modelos mais famosos de Melissa. Isto levou a empresa a criar uma nova marca, a Zaxy, em 2007, que oferece sandálias de plástico em estilo parecido ao de Melissa, mas com preços mais populares. A década de 2000 também inclui o lançamento de mais duas marcas: Ilhabela, para mulheres entre 18 e 25 anos, e Cartago, com chinelos para o público masculino.

2013 foi marcado pelo lançamento da Zizou, criada para atender à forte demanda do segmento infantil feminino, com calçados inspirados em tendências da moda adulta. No mesmo ano, Alexandre Grendene Bartelle passou o bastão para o atual presidente Rudimar Dall’Onder, que manteve o plano de expansão internacional. Hoje a Grendene está presente em 90 países: seus produtos são vendidos em mais de 20 mil pontos de venda fora do Brasil.

Resumo:

  • Empresa: Grendene
  • Indústria: Varejo
  • Criada em: 1971
  • Presidente: Rudimar Dall’Onder
  • Presença local: 65 mil pontos de venda
  • Receita líquida: 334,2 milhões de reais (terceiro trimestre de 2018)

Fotos: Facebook Ipanema, Melissa, Rider e Cartago