Fim de setembro é o prazo final para propostas de compra da Farm Rio
A Farm Rio, queridinha do grupo Azzas 2154, que recentemente desfez a fusão com a Soma e cuja venda está sendo cogitada, recebe propostas não vinculantes até o fim do mês de setembro. Vale lembrar que com o desmembramento da união, a Farm será uma estrutura independente, com capital de ambos os controladores (Alexandre Birman e Roberto Jatahy).
O processo, a cargo do Morgan Stanley, atrai, segundo matéria no portal da Associação Comercial e Industrial de Araçatuba, principalmente fundos de private equity, entre elas a Advent, GIC, CVC e L Catterton.
Assim o Morgan Stanley estabeleceu o fim do mês corrente como data limite para que as ofertas sejam apresentadas pelos interessados. As propostas não geram obrigação de compra, mas sinalizam a orientação do mercado. De acordo com o portal os fundos de private equity têm liderado esse interesse devido ao posicionamento da marca e sua presença internacional (está em 18 países).
Em 2025 a Farm teve um faturamento de 3,4 bilhões de reais, o equivalente a 23 por cento da receita bruta da Azzas 2154 no ano. Já o valor da marca tem estimativas que flutuam entre 3,5 e 5,5 bilhões de reais (avaliam o Citi e o Morgan Stanley, respectivamente).
Tanto a divergência quanto ao valor, como a estrutura da transação são considerados obstáculos e desafios para os potenciais compradores, uma vez que há a necessidade de separar sistemas, contratos e equipes dentro da Azzas 2154. Além disso, o papel dos atuais controladores no pós-venda é mais um elemento nessa complicada equação, que pode inclusive causar impacto no preço final e cronograma de venda.
Procurada pelo portal, a Azzas respondeu que não comenta especulações de mercado.
- A Farm Rio, após a separação da Azzas 2154, está recebendo propostas não vinculantes de fundos de private equity até o final de setembro, com o Morgan Stanley gerenciando o processo.
- A marca, com faturamento de 3,4 bilhões de reais em 2025 e presença internacional em 18 países, atrai grande interesse de investidores como Advent, GIC, CVC e L Catterton.
- Desafios na venda incluem a divergência na avaliação da marca (entre 3,5 e 5,5 bilhões de reais), a complexidade de separar sistemas e equipes, e a definição do papel dos controladores pós-venda.
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