Grifes europeias apostam novamente nos Estados Unidos
Nova York - Gucci no meio da Times Square ou Chanel em uma plataforma do metrô de Nova York: as mais prestigiadas casas de moda do Velho Continente multiplicam os desfiles espetaculares nos Estados Unidos, um mercado que é ao mesmo tempo prioritário e formador de opinião.
A Dior, que apresentou em 2024 no Brooklyn Museum uma coleção com toques retrô e as cores da bandeira americana, escolheu em meados de maio o Museu de Arte do Condado de Los Angeles (LACMA) para um desfile cruise em homenagem à era de ouro do cinema de Hollywood.
A Louis Vuitton ocupa na quarta-feira outro museu, a Frick Collection em Nova York, para seu próprio desfile cruise, poucos dias após o lançamento de uma coleção masculina inspirada na Big Apple.
A maison francesa e a prestigiosa instituição cultural anunciaram também uma parceria de mecenato, com exposições e noites gratuitas patrocinadas pela Louis Vuitton.
Tudo isso demonstra o interesse renovado das casas de luxo pelo mercado americano, concordam os especialistas. “Nos últimos anos, o crescimento do mercado chinês tem sido muito menos significativo. O mercado do Oriente Médio também está sofrendo”, observa Pierre-François Le Louët, presidente da agência de consultoria estratégica NellyRodi.
Apesar do recente pedido de falência do grupo proprietário das lojas de departamento de luxo Saks Fifth Avenue, Neiman Marcus e Bergdorf Goodman, “o mercado americano (...) continua sendo um porto seguro” em um contexto de instabilidade geopolítica e econômica, acrescenta Serge Carreira, professor da Sciences Po Paris e um dos diretores da Federação da Alta-Costura e da Moda na França.
Em Nova York, especificamente, “o faturamento é muito alto”, indica Pierre-François Le Louët. E, com seu ritmo de construção frenético, a cidade oferece regularmente novos espaços para lojas de luxo.
"Encarnar a modernidade"
O desafio para as grandes casas de moda, no entanto, continua sendo alcançar o público mais amplo possível, continua Serge Carreira. Sendo os Estados Unidos “uma referência cultural muito forte”, desfilar lá permite tanto entregar “uma mensagem local específica” quanto ter ressonância “no mercado global”.
As imagens das modelos da Chanel no metrô de Nova York em dezembro se tornaram virais, impulsionando duas delas para os degraus do Met Gala, o encontro anual da moda e das celebridades, no início de maio. As do ex-jogador de futebol americano Tom Brady e da pioneira dos reality shows Paris Hilton desfilando para a Gucci na Times Square no sábado, sob os olhares de, entre outros, Kim Kardashian, rodaram o mundo.
As grandes maisons europeias querem continuar a “encarnar a modernidade” e isso também passa pelas celebridades presentes nas primeiras filas dos desfiles, segundo Pierre-François Le Louët.
Perdendo força em comparação com suas contrapartes europeias, a semana de moda de Nova York, que acontece em fevereiro e setembro, é alvo de uma tentativa de reforma com horizonte para 2027.
“A curto prazo, podemos ter a impressão de que os americanos estão sendo superados”, admite Valerie Steele, curadora do museu de moda do Fashion Institute of Technology em Nova York. Mas “a concorrência geralmente é uma coisa boa”.
Esses desfiles espetaculares em seu próprio território “lembram às marcas americanas o imenso prestígio da alta-costura europeia e, portanto, que, se quiserem competir, devem fazer um esforço extra ou considerar uma abordagem diferente”, diz ela. E, acima de tudo, “de forma mais ampla, isso reacende o interesse pela moda”.
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- As casas de moda europeias estão intensificando sua presença nos Estados Unidos com desfiles espetaculares em locais icônicos, como a Times Square e museus, visando o mercado americano como prioritário e formador de opinião.
- O mercado americano é visto como um porto seguro em meio à instabilidade global, com alto faturamento em Nova York e a capacidade de alcançar um público amplo e global através de sua forte influência cultural.
- A presença de celebridades e a viralização de imagens de desfiles em locais públicos ajudam as marcas europeias a manter sua imagem de modernidade e a reacender o interesse pela moda, incentivando também as marcas americanas a inovar.
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