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InBrands nega preparação para recuperação judicial

By Marta De Divitiis

18 de jun. de 2020

Por meio de um comunicado à CVM - Comissão de Valores Mobiliários - a InBrands, grupo de moda que conta com a Ellus, Richards e Alexandre Herchcovitch entre outras, negou as informações publicadas na mídia de que está se preparando para um eventual pedido de recuperação judicial.

A notícia foi divulgada hoje, dia 18, pelo jornal Estado de S. Paulo. Segundo a matéria, a companhia já teria contratado um escritório de advocacia para a realização da operação. Essa seria uma alternativa que a empresa estaria buscando para em meio à crise, agravada pelo fechamento de lojas devido à pandemia, de conter dívidas contraídas ( de aproximadamente 500 milhões de reais, segundo balanço realizado em fins de 2019).

O comunicado do grupo, assinado por Carlos Meloni, diretor administrativo e financeiro e de relação com investidores, data de 17 de junho diz que não procede a informação e que reforça seu compromisso de transparência e divulgação de informações sobre seus negócios e atividades aos seus acionistas e ao mercado.

Vale lembrar que outros grupos grandes também têm sofrido bastante e estão buscando alternativas nesse momento, em que dívidas são somadas à crise sanitária que obrigou o varejo a fechar lojas. Um dos casos diz respeito à Restoque, detentora de marcas como a Dudalina e a Le Lis Blanc, que está renegociando dívidas por meio de recuperação extrajudicial.

De acordo com Luciane Robic, diretora de marketing e programas de educação do IBModa - Instituto Brasileiro de Moda - quando um grupo de marcas de moda se forma, ao mesmo tempo que agrega a gestão de governança corporativa, normalmente se abstém de investir no conhecimento de gestão de marca que, no mercado de moda, é peculiar. “Propósito, entender o consumidor (que está vestindo uma segunda pele 24h), mercado que vende um imaginário diferente dos outros mercados; sinto que em grande parte dos casos, quando a marca é vendida, a identidade de seu criador vai sendo diluída e perde força de valor para o consumidor; as marcas passam a ficar muito parecidas e o grupo acaba criando um sistema único e não diferenciado para o posicionamento de marca. É extremamente importante que se traga esse conhecimento de gestão de marcas, inclusive para os novos desafios de expectativa de consumo que teremos a partir de agora, com revisão de valores ”conclui a especialista.