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Indústria calçadista apresenta resultados de 2020 e perspectivas para 2021

By Marta De Divitiis

14 de jan. de 2021

Negócios

Em coletiva virtual ocorrida ontem, o presidente executivo da Abicalçados - Associação Brasileira das Indústrias de Calçados - Haroldo Ferreira apresentou os resultados da indústria calçadista do ano passado e as perspectivas para o ano de 2021.

De acordo com os dados apresentados de janeiro a novembro de 2020 foram produzidos 654,1 milhões de pares de calçados, com uma redução de 200,2 milhões de pares em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa redução é equivalente a dois meses e meio da produção do ano de 2019, retroagindo ao mesmo nível de 2005, quando foram produzidos 756 milhões de pares.

Já em relação aos postos de trabalho, de janeiro a novembro de 2020 foram fechados 13.415 postos de trabalho no acumulado do ano. Durante o período mais crítico de 2020, de março a junho, devido ao impacto do isolamento social e a proibição de abertura de comércio não essencial na maior parte do país, foram fechados 60,1 mil postos de trabalho.

Exportação sofre redução

De janeiro a dezembro de 2020 o Brasil arrecadou 658,3 milhões de dólares contra 972 milhões de dólares relativos ao mesmo período de 2019, representando redução de 32,3 por cento, o equivalente a 313,7 milhões de dólares. Em milhões de pares a redução foi de 21,4 milhões (93,8 milhões de pares exportados em 2020, 18,6 percentuais a menos que 2019 quando se exportou 115,2 milhões de pares). De acordo com esses números, a exportação em 2019 caiu a ponto de estar no mesmo nível de 37 anos atrás, em 1983, quando foram exportados 93 milhões de pares.

Os três estados que mais exportaram foram o Rio Grande do Sul, seguido de Ceará e São Paulo. Enquanto o Rio Grande do Sul exportou 22 milhões de pares de janeiro a dezembro de 2020, representando 292,5 milhões de dólares (em 2019 foram 30,9 milhões de pares exportados o equivalente a 448,4 milhões de dólares), o Ceará exportou 33 milhões de pares, traduzidos em 167 milhões de dólares (no ano anterior foram 38,5 milhões de pares, que trouxeram 232,3 milhões de dólares). Já São Paulo exportou 6,4 milhões de pares movimentando 66,8 milhões de dólares contra 7,6 milhões de pares em 2019, equivalente a 103,1 milhões de dólares.

Os principais destinos dos calçados brasileiros foram os EUA, Argentina e França, tanto em 2019 como em 2020. Em 2020 houve uma redução (em relação ao ano anterior) de 22,1 por cento de pares de calçados para os EUA; 23,5 percentuais de queda na exportação para a Argentina e a diminuição de 10,7 por cento em relação à França. Já para o quinto destino dos sapatos brasileiros, a Colômbia, houve um incremento de 2,8 por cento.

Perspectivas para 2021

As projeções para a indústria calçadista para este ano são de uma produção de 810,6 milhões de pares (em 2020 foram 710,3 milhões e em 2019, 908 milhões). Já a projeção para as exportações é de 107,7 milhões de pares (em 2020 foram 93,8 milhões e em 2019, 115,2 milhões).

Segundo Ferreira,para 2021, "a expectativa é de que o setor cresça 14,1 percentuais sobre a base fraca do ano passado (para 811 milhões de pares). Porém, ainda que a estimativa se realize, estaríamos 10,3 por cento abaixo do desempenho de 2019 (908 milhões de pares), na pré-pandemia. O estrago foi muito grande, mas esperamos que com a vacinação em massa e as coisas retornando ao normal possamos experimentar uma recuperação. Mas ainda vamos ficar longe do ideal,”concluiu.

Fotos: Jaclyn Moy/Unsplash, Giovani Paim (Haroldo Ferreira) e Paul Teysen/Unsplash