Itália investiga marcas de luxo por exploração de trabalhadores chineses

Milão - A polícia italiana revistou nesta quinta-feira, 16 de julho, as sedes de 11 marcas de luxo, entre elas Chanel, Bulgari e Etro, suspeitas de recorrer a subcontratados que exploravam trabalhadores chineses na Itália.

As outras marcas investigadas são Brunello Cucinelli, Moncler, Jacob Cohen Company, Owenscorp Italia, Goyard Italia, F.Vl, Stefano Ricci e Brandart, informou à AFP o promotor de Milão, Paolo Storari, confirmando uma informação do jornal econômico Il Sole 24 Ore.

A investigação, conduzida pela promotoria de Milão, já havia revelado irregularidades salariais e de trabalho em ateliês italianos e, no final de 2025, foi ampliada para outras 13 grandes marcas de luxo, entre elas Prada, Givenchy e Dolce & Gabbana.

No ano passado, o ministro da Indústria, Adolfo Urso, defendeu esses gigantes do setor ao afirmar que a reputação do 'Made in Italy' estava "sob ataque".

Os investigadores suspeitam que as marcas permitiram que seus subcontratados recorressem a ateliês onde trabalhadores chineses eram empregados em condições contrárias à legislação trabalhista e, em alguns casos, alojados em moradias insalubres.

Várias marcas de luxo, entre elas a Loro Piana, especializada em caxemira, foram colocadas temporariamente sob administração judicial pelas condições de trabalho de seus subcontratados.

Essa medida foi posteriormente suspensa, depois que as empresas reforçaram os controles sobre suas redes de fornecimento.


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