LVMH se aproxima de 39 bilhões de euros em vendas no primeiro semestre apesar de um cenário tenso
Nesta segunda-feira, a gigante do luxo LVMH anunciou vendas de 38,6 bilhões de euros para o primeiro semestre de 2026. Um número que demonstra estabilidade e uma aceleração do crescimento, apesar de um cenário conturbado pelo conflito no Oriente Médio.
De janeiro ao final de junho de 2026, o lucro líquido da proprietária de Louis Vuitton, Dior, Celine e Moët & Chandon permanece estável em comparação com o ano de 2025, totalizando 5,7 bilhões de euros. O resultado operacional corrente atinge 8,7 bilhões de euros, gerando uma margem operacional de 22,5 por cento. A empresa também reporta um fluxo de caixa disponível de 4,1 bilhões de euros.
No segundo trimestre, o crescimento orgânico das vendas do grupo foi de 3 por cento e, excluindo o impacto do conflito no Oriente Médio, esse avanço chega a 4 percentuais.
Bernard Arnault, presidente e CEO (diretor executivo, na sigla em inglês) da LVMH, destaca que as maisons do grupo mantêm uma atenção rigorosa no controle de custos e margens. Essa estratégia, focada na exigência de qualidade e na inovação de produtos, é o eixo principal do grupo para a segunda metade do ano de 2026.
A dinâmica da divisão de moda e artigos de couro
O setor de moda e artigos de couro registrou uma aceleração gradual, retomando um crescimento orgânico de 1 por cento durante o segundo trimestre. Essa divisão estratégica apresenta vendas semestrais publicadas de 18,146 bilhões de euros.
Vários elementos citados no comunicado explicam esse desempenho:
- A Louis Vuitton comemora os 130 anos de sua estampa Monogram e se apoia nos resultados de suas novas lojas em Pequim e Seul.
- A Christian Dior se beneficia do lançamento das primeiras criações de Jonathan Anderson, especialmente com a comercialização da bolsa Cigale.
- As maisons Celine, Loewe, Givenchy e Fendi continuam a renovação de suas coleções sob a direção de seus respectivos criadores.
- A Loro Piana mantém sua progressão comercial com o lançamento de sua nova coleção “Nomadic Reverie”.
- Um acordo foi oficialmente assinado com a empresa WHP Global para a venda da marca Marc Jacobs pela LVMH.
Bernard Arnault afirma que as criações de Jonathan Anderson para a maison Christian Dior são um sucesso comercial: “A aceleração do crescimento no segundo trimestre vem especialmente do grande sucesso das primeiras criações de Jonathan Anderson para a Christian Dior”.
Desempenhos setoriais complementares
Embora o grupo LVMH não especifique os números de cada maison, os documentos analisados pela FashionUnited indicam que as marcas Tiffany & Co. e Bvlgari impulsionam o crescimento da divisão de relógios e joias, que chega a 11 por cento no segundo trimestre.
No setor de distribuição seletiva, o crescimento orgânico atinge 5 por cento no primeiro semestre de 2026. A rede Sephora ganha participação de mercado e continua sua expansão internacional de forma consistente. A varejista continua a enriquecer sua oferta com lançamentos exclusivos em mercados-chave como a América do Norte e o Reino Unido.
Para 2026, o grupo afirma que, apesar de um cenário geopolítico e econômico ainda incerto, ele “permanece confiante e manterá uma estratégia focada no fortalecimento contínuo da desejabilidade de suas marcas”.
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