O que fazer ou não fazer na internacionalização de uma marca de moda: da entrada no mercado ao posicionamento de longo prazo
Buenos Aires — A internacionalização é um dos maiores desafios para as marcas de moda que buscam crescimento fora de seus mercados locais. No entanto, esse processo frequentemente vem acompanhado de erros recorrentes em termos de preparação operacional, estrutura financeira e compreensão do mercado-alvo.
Este artigo faz parte de 'O que fazer e o que não fazer', uma nova série editorial da FashionUnited. Esta série reúne a experiência de profissionais do setor. O objetivo é oferecer uma visão prática sobre os acertos e erros mais comuns nos principais processos da indústria da moda internacional.
Manuela Gómez, diretora de Internacionalização da Inexmoda, explica que a abordagem evoluiu nos últimos anos para uma visão mais abrangente do processo. A Inexmoda é uma organização privada colombiana focada no desenvolvimento e projeção internacional do sistema de moda. “A internacionalização ganhou um rumo próprio há alguns anos, com uma visão mais focada em levar marcas para mercados internacionais.”
A partir de sua experiência no apoio a marcas emergentes em processos de expansão, Gómez identifica que muitos desafios não estão relacionados tanto ao produto em si, mas ao nível de preparação necessário para atender às exigências do mercado internacional.
O que fazer
O que não fazer
A exposição internacional não garante a continuidade se uma marca não consegue sustentar sua presença a longo prazo. “Nossa abordagem é promover e apoiar uma espécie de ‘soft landing’ – uma entrada gradual e acompanhada em um novo mercado – mas a marca precisa se manter por conta própria.”
Um dos erros mais comuns está relacionado à gestão de estoque em mercados internacionais. “Levar estoque em excesso é fatal, porque devolver o estoque é extremamente caro.” Esse tipo de decisão pode afetar diretamente as margens e o posicionamento da marca no mercado.
O mercado doméstico desempenha um papel fundamental como ambiente de aprendizado antes da expansão. “A Colômbia – ou o país de origem – é um laboratório. Um laboratório de consumo. Um laboratório de tendências.” Segundo Gómez, entender o comportamento do consumidor local permite que as marcas corrijam erros antes de entrar em mercados mais complexos.
O que deve ser levado em conta?
A internacionalização afeta todas as áreas de uma empresa, desde as estruturas de custos até a percepção da marca e a capacidade de alcançar um crescimento sustentável. Quando o processo é iniciado sem preparação suficiente, os erros frequentemente estão relacionados à logística, precificação ou capacidade de produção.
“A chave é uma compreensão clara do que acontece nos mercados externos, mas, acima de tudo, uma visão muito clara da sua própria capacidade de resposta.”
Exemplos práticos
A presença da plataforma Colombiamoda em Miami durante a Swim Week 2025 se materializou através da Casa Colombiamoda, um espaço projetado para conectar marcas com compradores estratégicos. Naquela edição, participaram cerca de 20 marcas colombianas que faziam parte dos programas de transformação e internacionalização da Inexmoda, incluindo Anthias, Antoine Atelier, Bamboleira, Bless hs, Cambil, Celestino, Clea, Gracies, Infinita es infinita, Matilda, Mayorga, Mia Mulatta, Plisse, Relicario, Simona, Tinta Latina e Toscano.
Nesses processos, uma boa preparação e um apoio estruturado se mostram decisivos para transformar oportunidades em resultados de negócios concretos.
Principal conclusão
Para Gómez, a internacionalização deve ser vista como um processo gradual no qual a preparação e a continuidade são tão importantes quanto a exposição. Sua principal recomendação para as marcas que buscam a expansão internacional é uma visão estratégica de longo prazo: “Veja-se como uma marca global.”
Manuela Gómez é formada em Negócios Internacionais pela Universidade EAFIT de Medellín, com especialização em Finanças. Com mais de 10 anos de experiência na Inexmoda, seu trabalho se concentra em fortalecer o sistema de moda colombiano a partir de uma perspectiva internacional. Com isso, ela contribui para o posicionamento do instituto como um ator-chave na transformação e projeção global da indústria. Atualmente, ela lidera o departamento de Internacionalização da Inexmoda, onde desenvolve estratégias para fortalecer as marcas e aumentar a competitividade global do setor. Ela faz isso facilitando o acesso a novos mercados e expandindo o alcance do sistema de moda colombiano para além de suas capacidades de produção.
Este artigo foi traduzido do holandês com o auxílio de uma ferramenta de IA.
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