• Home
  • Notícias
  • Negócios
  • Os planos da Prohibited: expansão, ações de marketing e uma loja própria

Os planos da Prohibited: expansão, ações de marketing e uma loja própria

Patrick Reimann e Philip Krause são as mentes por trás da Prohibited, que com suas ideias – desde a jaqueta “10XL”, com a qual cativaram os fotógrafos de streetwear na Pitti Uomo, até seu próprio Running Club – não apenas fazem barulho, mas também convencem no varejo.

Atualmente, a marca de streetwear de Berlim, com sua estética “Modern Yuppie”, trabalha com mais de 100 parceiros comerciais e continua a expandir sua presença internacional, dos Países Baixos aos EUA, bem como em seu mercado doméstico.

Na entrevista, o cofundador e codiretor Krause conta por que eles acabaram de abrir um espaço de vendas em um outlet, embora a marca não tenha grandes problemas com excesso de estoque, por que uma loja própria gera divergências entre os diretores e quais são as influências da guerra no Oriente Médio na rede de fornecimento.

Patrick Reimann (à esquerda) e Philip Krause com a jaqueta “10XL” da Prohibited na Pitti Uomo Créditos: ©Launchmetrics/spotlight

Os três primeiros meses do ano já passaram. Como vocês começaram 2026?

A vibe com que terminamos 2025 foi extremamente boa. Também na Black Week, a procura foi grande, apesar dos períodos de desconto mais curtos. Para 2026, estamos, portanto, muito confiantes.

Quais lições vocês aprenderam no último ano?

Identificamos o potencial de otimização nos prazos de entrega e nos ritmos das coleções. Como tivemos pouca mercadoria em dezembro, agora estamos investindo massivamente em nosso estoque Never-out-of-Stock (NOS, na sigla em inglês e que diz respeito aos produtos de demanda constante e previsível - nota da editora) e em um sistema ERP (planejamento de recursos empresariais, na sigla em inglês) com Smart Replenishment, para abastecer o varejo especializado de forma mais confiável.

Com quais resultados vocês provavelmente fecharão o primeiro trimestre?

Prevemos fechar o primeiro trimestre de 2026 com um aumento de 60 por cento em relação ao ano anterior. Nosso próprio canal se beneficia da alta qualidade do departamento de conteúdo. Sete funcionários cuidam exclusivamente das redes sociais, o que também beneficia os varejistas.

A coleção “In Rush” foi um forte contraste com o fraco trimestre do ano anterior e gerou muitos novos pedidos. Estamos saindo da temporada com um estoque mínimo. Por isso, atualmente encontro parceiros de off-price mais para manter o relacionamento.

E mesmo assim, vocês acabaram de abrir um pop-up no outlet Wertheim Village…

O pop-up no Wertheim Village surgiu de forma bastante casual. Recusamos o convite por muito tempo, mas no final eles nos fizeram uma oferta muito colaborativa. Então, decidimos experimentar.

Lá, vendemos principalmente tamanhos únicos de coleções mais antigas – ou seja, peças das quais só temos um ou dois tamanhos restantes. Além disso, temos o estoque NOS e uma pequena parte da coleção atual. Curiosamente, o item mais vendido foi uma camiseta da coleção mais recente, pelo preço integral.

Campanha para a coleção “In Rush” Créditos: Prohibited

Quem compra de vocês lá?

O público é muito diversificado. Cerca de um terço a 40 por cento dos clientes não conhecia a Prohibited antes. Além disso, há muito público internacional que vai até lá para viagens de compras.

O próximo passo é uma loja própria?

Eu venho originalmente do varejo. Antes de começar com o Patrick, eu gerenciava 40 postos de gasolina da Shell. Por isso, conheço muitos dos desafios do varejo – especialmente na questão de pessoal. Aqui em Berlin-Mitte, estamos em uma situação muito confortável. Muitas pessoas querem trabalhar conosco. Mas sei, por conversas com parceiros, como é difícil encontrar bons funcionários para a loja.

Uma flagship store é, portanto, um tema sobre o qual Patrick e eu às vezes temos opiniões diferentes. Ele gostaria de ter uma loja para eventos, eu vejo os desafios. Seria, então, um veículo puramente de marketing, sem ambições monetárias. Se fizermos isso, talvez seja um projeto para 2027 ou 2028.

Onde vocês se posicionam no mercado?

Atualmente, nos vejo muito bem posicionados entre as marcas contemporâneas clássicas e a estética de conteúdo moderna. Um bom exemplo é a Ansons: lá, estamos exatamente entre esses dois mundos e atraímos clientes de ambas as direções. Mas também estamos conquistando cada vez mais pessoas fora do segmento de Young Fashion, como Kai Pflaume (apresentador de televisão na Alemanha - nota da editora), que se tornou um grande fã e amigo da empresa.

Como está se desenvolvendo o negócio internacional de vocês?

Um destaque foi nosso lançamento na Itália. Lá, trabalhamos com um distribuidor que, em poucas semanas, estabeleceu mais de 70 pontos de venda. Com isso, a Itália é atualmente nosso maior mercado em número de pontos de venda.

Na Espanha, também temos um distribuidor e contamos com cerca de 50 lojas. Na Escandinávia, a Bootz é um parceiro importante, enquanto com a Zalando focamos em mercados internacionais específicos – como a Suíça, que representa uma grande parte do nosso faturamento. Outro mercado em foco é o BeNeLux, especialmente os Países Baixos. Lá, já conquistamos os primeiros clientes e, a partir do primeiro trimestre de 2027, trabalharemos com um agente.

Campanha para a coleção “In Rush” Créditos: Prohibited

Para isso, vocês também viajam muito, inclusive para feiras em Florença e Copenhague…

Em janeiro, visitamos nove cidades, incluindo Paris, Nova York e Amsterdã. Em Nova York, uma tempestade de neve impediu a chegada de muitos compradores, mas ainda assim conquistamos novas lojas nos EUA. Nosso principal motor de crescimento continua sendo a Pitti Uomo, em Florença. Graças à nossa gerente de eventos, realizamos formatos que foram desde o Running Club até o Buyer’s Dinner. Um destaque foi a menção da nossa “jaqueta 10XL” na Vogue. Não poderia ter sido melhor, e com isso ganhamos muitos novos clientes, especialmente da região de língua alemã.

Quais novos clientes da região de língua alemã vocês conseguiram conquistar?

As novas aquisições mais interessantes foram Breuninger, Lodenfrey, Feucht, Garhammer e Hirmer. Tudo o que planejamos para o mercado DACH (Alemanha, Áustria e Suíça) funcionou ou foi superado. Fico especialmente feliz que tivemos aumentos nos orçamentos de pedidos de mais de 90 por cento dos clientes existentes.

Sobre a Prohibited:

    A Prohibited foi fundada em 2021 por Patrick Reimann e Philip Krause. Por trás dela está a Checkmate Commerce GmbH, com sede em Berlim.

    Atualmente, a marca possui mais de 460 pontos de venda (POS, na sigla em inglês). Mais da metade deles está na Alemanha, Áustria e Suíça (DACH). Outros mercados fortes são Itália (70 POS), Espanha (50 POS), Bélgica, Luxemburgo e Países Baixos (35 POS), além do Canadá (20 POS). A marca também trabalha com players online, como Zalando, Asos, Bootz e Namshi.

Você já mencionou vários eventos. Qual a importância desse braço de marketing para vocês?

O marketing puramente online está perdendo relevância, enquanto o marketing na vida real (IRL marketing) cresce. Estamos muito animados com isso e somos ágeis. Esses eventos, em comparação com o marketing online, muitas vezes não custam uma fortuna, mas a adesão das pessoas é enorme. Isso, por sua vez, impulsiona a percepção online. Em março, tivemos o primeiro Running Club do ano em Berlim – sem publicidade paga, apareceram de 70 a 80 pessoas, apesar do frio. Nós investimos deliberadamente dinheiro em coisas que são simplesmente “legais”, sem calcular imediatamente o retorno sobre o investimento. Para nós, este é o maior tema do futuro no marketing.

Prohibited Running Club em Berlim Créditos: Prohibited

A próxima ação certamente já está planejada, certo?

Estamos planejando em seguida um torneio de padel (esporte de raquete, jogado em duplas em quadra fechada, combinando elementos do tênis e do squash - nota da editora) em um terraço em Berlim, com coquetéis, pizza e DJs. Convidaremos parceiros comerciais, clientes finais e influenciadores. Para nós, este é o maior tema do futuro no marketing.

Quais peças estão vendendo especialmente bem no momento?

As calças continuam sendo nosso carro-chefe. Temos no estoque NOS duas versões das Pleated Pants – uma por 80 euros e outra um pouco mais sofisticada por 90 euros. Além disso, em cada coleção há variantes com tecidos especiais. Isso funciona extremamente bem. Especialmente a cor preta esgota regularmente em poucas semanas – embora a cada vez façamos um pedido duas vezes maior.

Na parte de cima, o tricô está indo muito bem para nós. Especialmente na entrega do terceiro trimestre do ano passado, as vendas dispararam. Nós mesmos não esperávamos isso, porque construímos muita expertise nessa área, do nada.

As peças clássicas de jérsei, como moletons, continuam vendendo bem – especialmente com parceiros como a Zalando ou certas casas de moda. No geral, isso nos tornou muito mais diversificados, de modo que, desde o terceiro trimestre de 2026, a Prohibited está entre as cinco principais marcas na Asos.

De que forma vocês se diversificaram?

Até o final de 2024, nossos produtos mais fortes sempre foram os moletons. No ano passado, com uma enorme diferença, nossas Pleated Pants foram os mais vendidos. Apenas na loja online, vendemos cerca de 11.000 unidades da versão preta. É uma loucura completa.

E isso também funciona muito bem nas lojas físicas com quase todos os clientes. Há algumas exceções, onde é simplesmente fashion demais – para alguns varejistas, o moletom ainda é o que mais vende. Mas, no geral, a proporção de peças de moda aumentou enormemente.

Se olharmos para nossas listas de mais vendidos de 2024 e 2025, vemos quase um pequeno renascimento de elementos clássicos de alfaiataria – algo que não havíamos planejado, mas que conseguimos implementar bem através da nossa rede de fornecimento.

Existem grupos de produtos que vocês pretendem expandir?

As jaquetas são um bom exemplo de como as categorias se desenvolvem conosco. Nossa primeira jaqueta que foi um verdadeiro sucesso foi a “Nightrider”, uma jaqueta de couro PU preta com um tecido especial que Patrick descobriu em um mercado de tecidos em Guangzhou.

Nós a vendemos novamente em várias coleções, embora no início não tivéssemos dados de vendas reais. Alguns compradores acharam arriscado. No final, foi nossa jaqueta de maior sucesso – esgotou em todos os lugares imediatamente. Agora, até a incluímos no estoque NOS. Continuamos a construir a partir disso e planejamos vários modelos de jaquetas, incluindo jaquetas de inverno e temas outdoor.

Campanha para a coleção “In Rush” Créditos: Prohibited

Também aprendemos com as Pleated Pants que muitas vezes não dá certo na primeira tentativa; elas só decolaram de verdade na terceira versão.

De que forma o planejamento atual de vocês é influenciado pelos conflitos no Oriente Médio?

Como Patrick e eu começamos no final de 2021, crises e atrasos como esses foram o padrão desde o início.

Atualmente, a situação é difícil, pois temos tráfego de mercadorias do Paquistão e da China. Peças simples vêm do Paquistão, as mais complexas, da China. A rota da China contornando a África está planejada com uma margem de três semanas, e isso está funcionando de forma estável. O Paquistão é um problema maior.

Um contêiner para o segundo trimestre foi redirecionado, o que causou atrasos. Estamos recorrendo parcialmente ao frete aéreo, o que custa uma quantia enorme de dinheiro – os custos de logística para essa parte da mercadoria são cerca de cinco vezes maiores do que o planejado. Além do custo extra, a questão da sustentabilidade é, infelizmente, o maior problema, pois sempre tentamos evitar o frete aéreo o máximo possível. Neste caso, infelizmente, estamos dependendo dele novamente; não podemos mudar a guerra. Além disso, agora temos um gerente de rede de fornecimento que coordena tudo isso.

O nearshoring seria uma alternativa realista para vocês?

O nearshoring na Europa ou na Turquia é atualmente quase impossível com nossos preços e as margens que oferecemos ao varejo. Portugal é muito caro, e na Turquia a inflação e os custos de energia aumentaram drasticamente. No entanto, permanecemos flexíveis e observamos o mercado de perto.

Para finalizar: quais são suas expectativas para o restante do ano?

Meu maior desejo, na verdade, é que toda a indústria melhore – especialmente nossos parceiros comerciais. Se as lojas não estiverem bem, a longo prazo nós também teremos um problema.

Em relação ao crescimento, espero que este ano, pela primeira vez, não cresçamos mais na casa dos três dígitos. Provavelmente ficaremos em torno de 60 por cento. Mas o mais importante é que permaneçamos economicamente estáveis, que a equipe continue a crescer e que continuemos a nos divertir com o que fazemos.

Philip Krause (à esquerda) e Patrick Reimann Créditos: Prohibited
Este artigo foi traduzido para português com o auxílio de uma ferramenta de IA.

A FashionUnited utiliza ferramentas de IA para acelerar a tradução de artigos (de notícias) e revisar as traduções, aprimorando o resultado final. Isso economiza o tempo de nossos jornalistas, que podem se dedicar à pesquisa e à redação de artigos originais. Os artigos traduzidos com o auxílio de IA são revisados e editados por um editor humano antes de serem publicados. Em caso de dúvidas ou comentários sobre este processo, entre em contato conosco pelo e-mail info@fashionunited.com


OR CONTINUE WITH
Checkmate Commerce GmbH
Prohibited
Spotlight