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Pesquisa: uma em cada três marcas de moda não tem plano de ação contra o mulesing

Procedimento considerado cruel (retirada de pregas da pele dos cordeiros e que causa dor) continua sendo praticado por pelo menos um terço das marcas que não têm transparência sobre a questão
Negócios
Ovelhas Merino no pasto em Baden Würtemberg em 2020 Créditos: Four Paws | Bente Stachowske
By Anna Roos van Wijngaarden

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Dois terços das marcas de moda internacionais não dão transparência suficiente sobre como lidam com o corte de cordeiros vivos (LLC, na sigla em inglês) ou ‘mulesing’, um procedimento doloroso no qual pregas de pele ao redor do traseiro dos cordeiros são removidas. É o que revela um novo relatório da organização de bem-estar animal Four Paws, que investigou mais de 100 marcas em 11 países.

Sobre a pesquisa

O relatório se baseia em pesquisa de campo, às vezes secreta, em lojas e em análises online de 102 marcas em 11 países, incluindo Holanda, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos. A Four Paws analisou políticas, rótulos, certificações e informações publicamente acessíveis sobre a origem da lã.

Embora a maioria (84 por cento) das marcas pesquisadas se posicione contra a cruel mutilação de cordeiros (mulesing), um terço não possui uma abordagem clara para combater efetivamente esta ação, por exemplo, por meio de um certificado livre de mulesing, como o Responsible Wool Standard (RWS).

Engajamento variável das marcas

A Michael Kors ficou em último lugar na lista com zero pontos, por falta de transparência e por não querer colaborar com a pesquisa. Entre as marcas mais transparentes estão as marcas de outdoor Patagonia (EUA), Ortovox (Alemanha) e Arc'teryx (Canadá), bem como a COS (Suécia) e a varejista alemã Tchibo.

Segundo a Four Paws, um quarto das marcas mostrou melhorias concretas após o contato com a organização. Marcas como H&M, Jack Wolfskin e Marc O’Polo agora usam exclusivamente lã certificada e livre de mulesing. Outras marcas, incluindo Barbour, Coop e Peek & Cloppenburg Düsseldorf, informaram que farão o mesmo até 2030.

Das marcas que usam apenas lã certificada e livre de mulesing (19 por cento), apenas metade menciona isso em seus produtos — um sinal de que a transparência não é uma prioridade para as marcas pesquisadas. Nove dessas marcas, incluindo Tom Tailor e BRAX, já atualizaram seus rótulos com informações sobre o mulesing.

A lã australiana sob a lupa

Especialmente na Austrália, o maior produtor de lã do mundo, o mulesing ainda ocorre em grande escala. O procedimento foi desenvolvido para prevenir a infecção mortal por miíase (flystrike) em ovelhas Merino, mas é alvo de debate há anos devido ao grave sofrimento animal que causa.

A Four Paws apela às marcas de moda e, em particular, à indústria de lã australiana para que mudem para a lã certificada e livre de mulesing e para que sejam mais transparentes com os consumidores sobre o bem-estar animal na produção de moda em lã.

O relatório adiciona uma terceira dimensão às discussões realizadas este mês durante conferências internacionais sobre lã na França e na China. Nesses programas, os temas centrais foram a sustentabilidade ambiental, os interesses dos pastores e das organizações de produção, e as condições de trabalho. A lã não é exceção. O bem-estar animal frequentemente fica em segundo plano nas discussões sobre sustentabilidade na indústria da moda.

Campanha LLC da Four Paws Créditos: Four Paws
Este artigo foi traduzido para português com o auxílio de uma ferramenta de IA.

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Em resumo
  • Um relatório da Four Paws revela que a maioria das marcas de moda não é transparente sobre o 'mulesing', um procedimento doloroso em cordeiros.
  • Apesar de muitas marcas se posicionarem contra o 'mulesing', um terço não possui uma abordagem clara para combatê-lo, como certificações livres desta prática
  • A Four Paws apela por maior transparência e uso de lã certificada e livre de 'mulesing', especialmente na Austrália, onde a prática ainda é comum.
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