Previsão de tendências: o que fazer para não perder a direção da marca
Buenos Aires – Nos últimos anos, o acesso à informação sobre tendências se multiplicou. As redes sociais, as plataformas digitais, a inteligência artificial e as ferramentas de análise de dados aceleraram a circulação de sinais culturais e estéticos, mas também tornaram a interpretação mais complexa.
Para as marcas, o desafio não é mais acessar a informação, mas entender qual informação é relevante para o seu negócio.
Este artigo faz parte de “O que fazer e o que não fazer”, uma série editorial do FashionUnited que reúne profissionais da indústria para abordar, de uma perspectiva prática, os acertos e erros mais frequentes em processos-chave no negócio internacional da moda.
Segundo Catalina Marín, que tem mais de 18 anos de experiência analisando e adaptando tendências para empresas latino-americanas, o papel da previsão evoluiu de uma perspectiva inspiracional para um processo cada vez mais analítico e multifuncional.
“Hoje existem mais fontes de informação. As variáveis que influenciam o que molda a informação são muito mais amplas. Antes era mais nichado e mais eurocêntrico; hoje o processo é muito mais diverso”, explica ela. Essa mudança significa que as tendências não podem mais ser interpretadas apenas pela estética ou pelos produtos. Ciência, política, tecnologia, comportamento e economia fazem parte do mesmo sistema analítico.
“O desafio hoje é alcançar profundidade para entender essas mudanças. Muitas pessoas estão em modo reativo, especialmente por causa das redes sociais, e essa leitura contextual mais ampla e a capacidade de dar um passo atrás e entender os ciclos se perdem”, diz ela.
Do coolhunting à estratégia
O crescente interesse em tendências também gerou mal-entendidos sobre sua função dentro das empresas. Para Marín, o trabalho não é detectar o que é “novo”, mas entender o comportamento humano por trás das mudanças. “O tema das tendências está intimamente associado ao cool hunting, mas exige um perfil muito curioso, com capacidade de analisar e sintetizar informações. Trata-se de entender o porquê das coisas e como isso impacta a forma como as pessoas compram.”
O erro mais frequente não está na falta de dados, mas na sua interpretação. “Hoje existe um mundo de informações tão vasto que é difícil determinar o que é ruído e o que pode ter um impacto de curto, médio ou longo prazo em uma empresa”, explica ela.
O que fazer
O que não fazer
O que deve ser considerado
A previsão de tendências hoje perpassa todas as áreas do negócio: desenvolvimento de produtos, planejamento comercial, marketing e experiência de marca. No contexto de sobrecarga de informações e ciclos culturais acelerados, o desafio não é mais reagir mais rápido, mas interpretar melhor.
“A informação hoje é enorme, mas o desafio é entender o que pode realmente impactar o comportamento e o que é apenas ruído”, diz Marín.
Para ela, a chave está em equilibrar o contexto global com a identidade da marca: “A chave é entender o que está acontecendo no contexto global, mas, acima de tudo, ter muita clareza sobre quem eu sou como marca e ao que posso responder.”
Casos reais
Na prática, a previsão eficaz raramente se traduz em mudanças radicais. Em vez disso, manifesta-se em ajustes graduais que acompanham a mudança cultural sem comprometer a consistência da marca.
A transição nas silhuetas — como a passagem de calças justas para volumes mais amplos — mostra como mudanças significativas podem se desenrolar ao longo de anos. As marcas que entendem essas curvas de adoção ajustam proporções e estoques gradualmente, reduzindo o risco de inventário.
Principal conclusão
Para Marín, prever não é adivinhar o futuro com precisão, mas fornecer ferramentas para navegar na incerteza com maior clareza. Em essência, as tendências não são seguidas; elas são interpretadas.
Designer com formação em design industrial e foco em moda, Catalina Marín tem mais de 18 anos de experiência em análise de tendências e aplicação estratégica. Atualmente, ela trabalha com o mercado de língua espanhola, apoiando empresas na interpretação de conteúdo global e na sua adaptação a realidades locais e comerciais específicas.
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