Receita do Grupo Moncler cresce 6 por cento nos primeiros nove meses de 2026

A receita consolidada da Moncler S.p.A. – Sociedade por Ações, na sigla em italiano – atingiu 1.895,4 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2026. O resultado, segundo comunicado da empresa, representa um crescimento de 6 por cento a taxas de câmbio constantes e uma alta de 3 em termos percentuais a taxas de câmbio correntes, em comparação aos 1.841,3 milhões de euros registrados nos primeiros nove meses de 2025.

No que diz respeito às marcas individuais, a Moncler registrou um faturamento de 1.589,2 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2026, uma alta de 6 por cento (avanço de 2 em termos percentuais a câmbio corrente) em relação aos 1.553,2 milhões de euros do mesmo período de 2025.

A receita da Stone Island totalizou 306,2 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2026, um aumento de 8 por cento (alta de 6 em termos percentuais a câmbio corrente) frente aos 288,1 milhões de euros no mesmo período de 2025.

No terceiro trimestre, o grupo alcançou uma receita de 605,5 milhões de euros, mantendo-se estável em relação ao mesmo período de 2025. As marcas Moncler e Stone Island registraram, respectivamente, 499,6 milhões de euros (queda de 1 por cento na comparação anual, impactada por um enfraquecimento do canal de venda direta ao consumidor) e 105,9 milhões de euros de faturamento no terceiro trimestre (crescimento anual de 5 em termos percentuais, com ambos os canais, venda direta ao consumidor e atacadista, em alta no trimestre).

Para Remo Ruffini em momentos como estes rigor e objetividade são essenciais

“No terceiro trimestre, o nosso setor continuou enfrentando um cenário extremamente complexo. Em momentos como estes, rigor e objetividade são essenciais, mas é ainda mais importante permanecermos focados na nossa estratégia de marca, com uma visão a longo prazo”, destacou, em nota, Remo Ruffini, presidente-executivo da Moncler.

“A recente inauguração da loja flagship da Fifth Avenue, a expressão mais forte do universo Moncler, e a nossa campanha global ‘Pioneers in Moncler’, profundamente enraizada em nosso DNA, são uma clara demonstração desse compromisso. Na Stone Island, com a abertura da nova loja flagship em Roma e as campanhas que dialogam com o universo da música, do esporte e da arte, continuamos evoluindo a marca em uma trajetória de crescimento saudável”, acrescentou Ruffini durante a reunião do conselho de administração realizada hoje, 21 de outubro, que analisou e aprovou o relatório intermediário de gestão referente aos primeiros nove meses de 2026.

Receita por região geográfica da Moncler e da Stone Island nos primeiros nove meses e no terceiro trimestre

Nos primeiros nove meses de 2026, a receita da marca Moncler na Ásia (que inclui APAC – Ásia-Pacífico, Japão e Coreia do Sul) atingiu 822,7 milhões de euros, um crescimento de 15 por cento em relação ao mesmo período de 2025. No terceiro trimestre, o faturamento da região aumentou 5 percentuais na comparação anual.

A sede da Moncler Créditos Moncler e foto de Leo Torri
A região EMEA – Europa, Oriente Médio e África – registrou receita de 546,7 milhões de euros, uma queda de 5 por cento em relação aos primeiros nove meses de 2025. No terceiro trimestre, o faturamento na região teve retração de 8 percentuais na comparação anual, devido a uma demanda local mais fraca e à continuidade de fluxos turísticos moderados, especialmente vindos da Ásia, explicou a administração no comunicado.

A receita nas Américas aumentou 5 por cento em comparação aos primeiros nove meses de 2025, atingindo 219,8 milhões de euros. No terceiro trimestre, o faturamento da região cresceu 2 percentuais na comparação anual, apresentando um leve enfraquecimento sequencial, principalmente em função de um fluxo de clientes mais fraco durante o período de verão.

Para a Stone Island, nos primeiros nove meses de 2026, a Ásia (que inclui APAC, Japão e Coreia do Sul) alcançou 86,4 milhões de euros em receita, um crescimento de 23 por cento em relação ao mesmo período de 2025. No terceiro trimestre, a região cresceu 19 percentuais na comparação anual, com todos os principais mercados continuando a registrar um forte crescimento de dois dígitos.

A região EMEA registrou faturamento de 198,3 milhões de euros, alta de 1 por cento em relação aos primeiros nove meses de 2025. No terceiro trimestre, a receita permaneceu estável na comparação anual, refletindo um enfraquecimento sequencial do fluxo no canal de venda direta ao consumidor, decorrente também da decisão de reduzir as atividades promocionais.

A receita das Américas aumentou 26 por cento em relação aos primeiros nove meses de 2025, situando-se em 21,5 milhões de euros. No terceiro trimestre, o faturamento cresceu 13 percentuais na comparação anual, impulsionado pelo contínuo e sólido crescimento de dois dígitos no canal de venda direta ao consumidor.


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