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TNG busca recuperação judicial

By Marta De Divitiis

25 de mai. de 2021

Na última sexta-feira, dia 21, a rede de lojas TNG protocolou no Tribunal de Justiça de São Paulo um pedido de recuperação judicial. A medida, de acordo com Tito Bessa Jr, fundador da empresa e presidente da Ablos - Associação Brasileira de Lojistas Satélites - tem por objetivo a busca de proteção legal para restabelecer o fluxo de caixa e operar normalmente preservando empregos, conforme disse o executivo em comunicado oficial.

Se o pedido for aprovado a empresa terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação. O processo tem sido assessorado pelo escritório de advocacia Moraes Jr e a reestruturação pela consultoria Siegen.

A medida foi tomada devido aos problemas ocasionados pelo fechamento das lojas durante aproximadamente 150 dias em 2020 e de 50 dias em 2021, devido às restrições sanitárias ocasionadas pelo Covid. Segundo Bessa Jr o fechamento causou um desequilíbrio expressivo entre despesas e receitas (a dívida, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, é de aproximadamente 250 milhões de reais).

”Queremos continuar a oferecer aos nossos clientes o que há 37 anos fazemos, produtos com qualidade e moda com um bom atendimento a preços acessíveis, integrado a todos os canais de vendas e dando continuidade e aceleração ao nosso plano de integração do on e off, onde temos um plano iniciado que visa alcançarmos a relevância e protagonismo no online na mesma proporção que temos no offline,” diz o comunicado. "Temos grande oportunidade de voltar a crescer nesta nova etapa, mas será necessária e imprescindível finalizarmos nossos ajustes com essa medida”, conclui o empresário.

A TNG foi fundada em 1984 como uma marca de moda jovem masculina. Em 1999 a empresa passou a confeccionar também para o público feminino. Em 2014, ao completar 30 anos estreou no SPFW - São Paulo Fashion Week. Estão presentes em todo país por meio de lojas próprias (aproximadamente 180) e mais de 300 lojas multimarcas, além do e-commerce.

Foto: cortesia TNG