Veste S.A. tem crescimento de 134 por cento em 2025
A Veste S.A., companhia brasileira detentora das marcas Le Lis, Dudalina, John John, BO.BÔ e Individual, apresentou os resultados financeiros de 2025 nesta terça-feira, dia três de março. A empresa encerrou 2025 com crescimento sólido, expansão de margens e geração de caixa, consolidando um ano marcado por disciplina operacional e fortalecimento do modelo de negócios.
No acumulado do ano, o lucro líquido ajustado alcançou 33,2 milhões de reais, crescimento de 134 percentuais em relação ao ano anterior, confirmando a melhora estrutural da rentabilidade da Companhia. O faturamento bruto totalizou 1,529 bilhão de reais, registrando alta de 8,7 por cento, sustentado pelo desempenho do canal digital, pela evolução do SSS (vendas nas mesmas lojas, na sigla em inglês) e pelo fortalecimento do relacionamento com clientes.
O Ebitda (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado ficou em 266,7 milhões de reais com elevação de 18,6 percentuais versus 2024, com margem de 21,5 por cento (+1,5 p.p.). O resultado foi impulsionado pelo aumento de eficiência, pela redução da relação de despesas sobre a receita e pela evolução da margem bruta. “Encerramos 2025 confiantes na estratégia que escolhemos. Mais do que os bons números, o ano deixa legados importantes para nossa evolução: uma base de clientes maior e mais engajada, uma jornada de compra cada vez mais integrada entre os canais, um B2B reposicionado e em crescimento, uma infraestrutura tecnológica pronta para escalar e uma organização mais preparada para crescer com rentabilidade”, afirmou Alexandre Afrange, CEO (diretor executivo na sigla em inglês), da Veste S.A. num comunicado de imprensa.
O último trimestre de 2025 confirmou o ótimo histórico de resultados no decorrer do ano. O lucro líquido ajustado foi de 17,3 milhões de reais, 31,6 percentuais acima do mesmo período de 2024. Com controle das despesas, o EBITDA ajustado foi de 76,8 milhões de reais, significando crescimento de 10,9 por cento, com margem de 22,7 percentuais (+0,6 p.p.).
Canais digital e de atacado em crescimento
O canal B2C (venda direta para o consumidor, na sigla em inglês) manteve desempenho consistente em 2025, com faturamento anual de 1,147 bilhão de reais, alta de 8,3 percentuais, sustentado pela elevada participação de vendas a preço cheio, em lojas físicas e sites, e pela evolução das operações digitais. No 4T25, o crescimento foi de 10,7 por cento, chegando a 334,2 milhões de reais.
O ano foi especialmente relevante para o B2C Digital, cujo faturamento teve alta de 21,3 percentuais, subindo para 281,8 milhões de reais. No trimestre, o valor alcançou 74,1 milhões de reais (+26,5 por cento). Considerando todas as marcas, a representatividade das vendas via aplicativos atingiu 24,3 percentuais das vendas. Ao todo, em 2025 os aplicativos superaram a marca de 800 mil downloads, sendo um dos principais vetores de crescimento do canal, após a conclusão da migração para a plataforma VTEX (plataforma de comércio combinado, adotado também por outras corporações de moda) e o avanço da estratégia omnicanal.
O Canal B2B teve faturamento de 271,4 milhões de reais em 2025, crescimento de 13,7 por cento sobre 2024, com todas as marcas do portfólio crescendo a dois dígitos, impulsionadas por ganhos de eficiência, melhoria de processos e fortalecimento da equipe comercial. Para 2026, a prioridade é acelerar o crescimento, apoiada na estrutura já consolidada e na expansão das franquias de Dudalina.
Portfólio de marcas demonstra força
O desempenho do trimestre foi sustentado pela força do portfólio e pela evolução dos canais estratégicos. Le Lis manteve trajetória consistente de crescimento com elevada participação de vendas a preço cheio, consolidando-se como o principal pilar de geração de valor da Veste. O faturamento bruto foi de 226,6 milhões de reais, 12,7 percentuais superior ao 4T24, com SSS de 11,8 por cento e expansão de 3,6 percentuais na base ativa de clientes. No digital, o aplicativo, lançado em outubro, respondeu por 21,7 por cento das vendas nos últimos três meses do ano. No acumulado de 2025, a marca registrou receita de 786,2 milhões de reais, alta de 11,6 percentuais.
A BO.BÔ apresentou ganhos relevantes de margem, evolução da proposta de valor e fortalecimento da presença tanto no canal B2C quanto no multimarca. A marca faturou 34,3 milhões de reais no 4T25, crescimento de 16,8 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada por SSS de 14,4 percentuais e aumento de 21,9 por cento no ticket médio. Em 2025, a marca cresceu 14,9 percentuais, chegando a 139 milhões de reais.
A Dudalina teve avanços estruturais relevantes, com a expansão do modelo de franquias, que somavam 22 operações no fim de 2025, redução expressiva de estoques e ganho de eficiência operacional. A marca de atingiu faturamento bruto de 66,7 milhões de reais no trimestre, crescimento de 5,2 percentuais ante o 4T24, com SSS de 10,8 por cento e aumento de 5,5 percentuais da base ativa de clientes. No acumulado de 2025, o faturamento foi de 246,8 milhões de reais (+ 5,2 por cento).
No 4T25, John John apresentou faturamento de 50,9 milhões de reais, 2,8 percentuais à frente do mesmo período de 2024. No ano, a marca atingiu 181,1 milhões de reais, avanço de 2,1 por cento, alinhados com a estratégia de estabilização, que envolveu ajustes de mix, processos e posicionamento, com destaque para o fortalecimento do foco em jeanswear e o crescimento do canal digital.
Já a Individual registrou faturamento bruto de 11,3 milhões de reais no 4T25, refletindo retração pontual em função da concentração de vendas no terceiro trimestre. No acumulado de 2025, a marca aumentou 8,7 por cento, totalizando 65,6 milhões de reais, impulsionada pelo desempenho do canal B2B. Ao longo do ano, a marca avançou em eficiência operacional, beneficiada pela melhora nos custos industriais, e reforçou sua visibilidade por meio da renovação da parceria com o Palmeiras, fortalecendo a conexão com seu público-alvo.
Gestão operacional
Em 2025, Veste S.A confirmou a disciplina da gestão de estoques e despesas. Em dezembro de 2025, o estoque era de 177 dias, 45 a menos que em 2024, e melhorou em 1.2 ponto percentual a relação entre despesas e receita líquida. Pagou a primeira parcela da 13ª emissão de debêntures e reduziu a dívida líquida R$ 114 milhões de reais, ante 143 milhões de reais em setembro, mantendo o foco no fortalecimento do balanço.
“Os avanços que alcançamos em 2025 nos permitiram começar o novo ano com marcas fortalecidas, canais estratégicos reposicionados, infraestrutura tecnológica pronta para escalar e disciplina operacional consolidada”, diz Afrange no mesmo comunicado. “Vamos manter o foco no crescimento responsável, na expansão dos canais estratégicos e na geração consistente de valor para os acionistas,” complementa.
- A Veste S.A. encerrou 2025 com um crescimento robusto, registrando um lucro líquido ajustado de 33,2 milhões de reais e um faturamento bruto de 1,529 bilhão de reais, impulsionado pelo canal digital e fortalecimento do relacionamento com clientes.
- O canal digital B2C teve um crescimento notável de 21,3% no faturamento, atingindo 281,8 milhões de reais, com os aplicativos superando 800 mil downloads e representando 24,3% das vendas.
- Todas as marcas do portfólio da Veste S.A. demonstraram força, com destaque para Le Lis, que consolidou sua posição como principal pilar de geração de valor, e BO.BÔ, que apresentou ganhos relevantes de margem e crescimento no B2C e multimarca.
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