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Vestuário influencia baixa inflação de janeiro

By Marta De Divitiis

11 de fev de 2020

A Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção - divulgou hoje que o IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - de janeiro, foi de 0,21 por cento, o menor desde o Plano Real (programa que teve início com o presidente Itamar Franco em 1993 e que teve por objetivo abaixar a inflação e estabilizar a economia do país). De acordo com o documento esse índice teve forte influência do vestuário, que mostrou uma deflação de 0,48 por cento, a maior entre todos os segmentos.

“Desde a entrada em circulação da moeda Real em julho de 1994, até dezembro de 2019, a inflação do vestuário foi de 242 por cento contra uma inflação geral de 481 por cento, ou seja: vestuário é uma âncora do processo de controle inflacionário do nosso país - subiu muito menos que alimentos e bebidas, despesas pessoais, educação, habitação entre outros itens fundamentais na vida das pessoas,”disse o presidente da Abit Fernando Pimentel ao FashionUnited. De acordo com Pimentel é um setor extremamente concorrido, que tem mais de 30 mil empresas disputando dia a dia corações e mentes dos consumidores.

Especificamente falando do ano de 2019 enquanto a inflação geral superou 4 por cento, no segmento de vestuário foi de 0,74 por cento e em janeiro de 2020, a deflação de 0,48 por cento. Segundo Pimentel é comum a queda de preços em janeiro uma vez que é o período em que começam as liquidações para a troca de coleções.

A associação anunciou também a redução da balança comercial, saldo negativo de postos de trabalho e aumento da produção física. As exportações em janeiro de 2020 foram de 61 milhões de dólares, caindo 4,43 por cento em relação ao mesmo mês de 2019. As importações recuaram 8,72 por cento no mesmo período, caindo de 529 milhões de dólares para 483 milhões. De acordo com a entidade o déficit comercial do setor teve uma redução de 9,8 por cento.

No total acumulado de 2019 foram contratados 316.977 pessoas (em 2018 foram 304.510). Considerando as demissões que ocorreram nos dois anos o saldo negativo de postos de trabalho diminuiu de 27.326 para 10.281. O segmento de vestuário apresentou um crescimento de 0,3 por cento em 2019 em relação ao ano anterior. No entanto, a produção dos têxteis caiu 0,9 por cento.

Foto: Artem Beliakin/Unsplash