Cultura como papel estratégico nas empresas de moda

Curso do IBModa mostra como movimentos culturais podem orientar decisões e antecipar transformações, criando valor
Cultura
Créditos: Compagnons/Unsplash
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Mudanças de comportamento, estéticas, formas de consumo e modos de se relacionar começam a afetar marcas e negócios muitas vezes antes de se consolidarem como tendências de mercado. Nesse cenário, o desafio passa a ser compreender o significado dessas transformações e o que elas podem representar. É nesse espaço que a cultura ganha uma nova dimensão estratégica. Mais do que fonte de repertório ou inspiração, a leitura cultural pode funcionar como uma forma de inteligência para interpretar o presente, perceber movimentos emergentes e orientar decisões.

Assim o IBModa — Instituto Brasileiro de Moda - lança o curso Inteligência Cultural — Edição 2026 Moda, um programa de formação que trabalha a cultura como ferramenta para criação, estratégia e construção de valor.

"A cultura deixou de ser apenas inspiração e passou a ser uma forma de inteligência para interpretar o presente e orientar decisões. Foi por isso que criamos o curso Inteligência Cultural: um programa que ajuda marcas, profissionais e organizações a traduzir cultura em decisões concretas, gerar valor e construir capital cultural para os negócios", explica Luciane Robic, sócia-fundadora e diretora de marketing do IBModa.

A moda como fio condutor

A moda foi o território escolhido para conduzir essa primeira edição por sua relação particularmente intensa com as transformações da sociedade. No entanto a proposta não se restringe ao mercado de moda. A leitura cultural atravessa áreas como branding, marketing, comunicação, design, produto, pesquisa, inovação, tendências, empreendedorismo e economia criativa, ampliando sua aplicação para diferentes contextos profissionais e empresariais.

Um dos principais diferenciais da formação é o Mapa de Inteligência Cultural, ferramenta que será desenvolvida pelos participantes ao longo dos quatro encontros.

Cada participante poderá partir de um desafio real de sua marca, negócio ou projeto para percorrer quatro movimentos — identificar, analisar, traduzir e aplicar— organizando sinais culturais, significados, tensões e oportunidades até chegar a possibilidades concretas de ação.

A proposta é reduzir a distância entre repertório e decisão. Em vez de terminar a formação apenas com novas referências, o participante constrói uma ferramenta que poderá continuar utilizando para orientar produtos, marcas, comunicação, projetos e outras decisões de negócio.

Uma experiência que acontece ao vivo

O curso será online e ao vivo, em quatro encontros aos sábados, das 9h30 às 13h30, nos dias 7, 14, 21 e 28 de novembro de 2026 e mais quatro encontros exclusivos com profissionais convidados. As aulas não serão gravadas. O formato escolhido faz parte da proposta pedagógica para favorecer discussão, troca, experimentação e aplicação em tempo real, com interação direta entre professores e participantes. Com curadoria de André Robic, CEO (diretor executivo, na sigla em inglês) do IBModa, o programa reúne especialistas de diferentes campos.

Programação

O Módulo 1, conduzido pela pesquisadora de tendências e estrategista de marca, Lucia de Carvalho, tem como tema Códigos Culturais: Como a Cultura Organiza o Mundo.

O módulo 2 tem o designer de moda dos povos originários Sioduhi Waíkhʉn como orientador e trata da Cultura como Insumo: Processos Criativos e Práticas na Moda.

A especialista pós doutora em Estudos de Futuros Paula Visoná está à frente do módulo 3 que trata dos Futuros Culturais da Moda: Da Antecipação Consciente à Regenerativa.

E por fim, Luciane Robic é responsável pelo módulo 4 cujo tema é Moda, Marca e Cultura: Posicionamento no Campo do Imaginário.

As inscrições podem ser realizada no site do IBModa, via WhatsApp e as aulas serão ministradas por meio do Google Meet.

André Robic
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