27ª edição do DFB Festival encerra mostrando o melhor da moda autoral

Destaques mostraram o uso luxuoso de trabalhos artesanais como rendas, crochê, macramê , aplicações e bordados
Moda|In Pictures
Coleção resort de Lino Villaventura, desfilado na Ponte dos Ingleses, no último dia do DFB Festival Creditos: Ducker Studios
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O DFB Festival terminou na última sexta-feira, dia 12 em Fortaleza, Ceará. O evento, idealizado e concretizado por Claudio Silveira, se conectou às comemorações de 300 anos da capital cearense e foi uma verdadeira celebração da identidade brasileira na moda, com o artesanato ganhando um novo olhar nas passarelas, revitalizado e cheio de expressão.

Foram 40 desfiles (com a participação de oito faculdades de moda) em quatro dias, espalhados pela cidade, com passarelas na praia de Iracema, ganhando as ruas dos Tabajaras e Estoril, ocupando a Ponte dos Ingleses, além do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, referência que deu nome ao evento em 1999. Além dos desfiles uma densa programação musical trouxe o que há de melhor na cena cultural atual.

Confira nas fotos abaixo um pouco do que foi visto na passarela.

100% Ceart apresentou vestido em crochê e veste em linho com aplicações de flores em crochê Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
Almir França apresentou coleção upcycling com tecidos de uniformes da Enel. Aqui o vestido apresenta um patchwork com aplicações e bordados Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Aqui Almir França introduziu nos tecidos residuais recortes de veludo e bordados em paetê, tornando o look luxuoso Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Casa Aika trouxe pregas trabalhadas na pala e mangas da blusa em linho Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Mancuda é o nome da marca estreante na passarela que trouxe looks que mesclavam sportswear com streetwear Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
David Lee trouxe vestido em crochê com volume e flores aplicadas Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Aqui o crochê ficou apenas no revestimento do calçado. O vestido de David Lee ganhou aplicações de flores bordadas Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
Fugindo do crochê, David Lee apresenta jaqueta inspirada nos gibões, casaco protetor de couro usado pelos vaqueiros do sertão nordestino Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
A estreante Ethos, da designer Bia Castro, trouxe vestidos com técnica de tingimento artesanal Shibori Creditos: Calebe Nogueira/Ducker Studios
Silvania de Deus utilizou renda com aplicações de flores em crochê, em vestido assimétrico e fluido Creditos: Calebe Nogueira/Ducker Studios
Estampa gerada por pintura manual, vibrante, de George Azevedo, designer potiguar Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Jaqueta e shorts estampados à mão, no streetwear praiano de George Azevedo Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
Adriana Meira desenvolveu este vestido que remete à Chapada Diamantina Creditos: Paula Matos/Duckers Studio
Luci Bortowski reinterpretou a renda das trabalhadoras de Saubara, tornando o artesanal, contemporâneo e luxuoso Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
Dua trouxe estampas afro e babados verticais ao vestido. A marca desfilou pelo coletivo Mãos na Moda Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Macacão translúcido sobre short e top da Lire Brand Creditos: Paula Matos/Ducer Studios
J.Cabral, cuja marca existe desde os anos de 1980, em calça estampada Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Gabriela Fiuza trabalhou o crochê em fios de seda e trouxe frescor ao artesanato Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Jô de Paula utilizou palha para desenvolver cinto escultural Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Vai Maria, por Cândida Lopes, fez um patchwork de tecidos listrados na blusa, usada com pantalona de linho Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
Carnavália, do coletivo Mãos na Moda, trouxe crochê e sandálias revestidas de franjas Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
Teroy 13, também do coletivo Mãos na Moda inseriu tecido bordado em pregas na calça e jaqueta de denim Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Areia, do mesmo coletivo, aplicou pétalas na calça de alfaiataria em linho Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Streetwear da Oco Club, com vibe esportiva, em listras inseridas na camiseta a na calça Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Nordestesse apresenta a marca Patu, que veio com macacão amplo, em tecido fluido Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
4Town trabalhou o streetwear na jaqueta com pegada esportiva sobre maiô Creditos: Paula Mota/ Ducker Studio
Intui, que participou do desfile coletivo Mãos na Moda, brincou com as cores e a modelagem da camisa e calça de alfaiataria Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Morada, também do Mãos na Moda, trouxe renda na lateral da calça e nos detalhes da blusa Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Lino Villaventura apresentou coleção resort na Ponte dos Ingleses, em meio ao mar; aqui a leveza do tecido em volumes diferentes Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
Maiô com nervuras oferecendo novas texturas, de Lino Villaventura Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Top composto por tiras horizontais, de Lino Villaventura, usado com sunga, na coleção resort Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
A renda é base da calça e detalhe da camisa em 407 a.a. Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Nordestesse apresenta Almacor, que trabalhou estampas botânicas com suavidade, quase uma aquarela Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
A estola sobre o vestido traz renda e tecido bordado com motivos dos povos originários em Rodrigo Tremembé, estreante no evento Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
Melkzeda sobrepos tiras de tecido formando uma trama original Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
Aplicação de tiras acetinadas no vestido imprime delicadeza. De Melkzeda. Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
O crochê em fios rústicos deu base à túnica com inspiração eclesiástica em Lindebergue Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
Sagrado, profano e ironia no look de Lindebergue Creditos: Paula Matos/ Ducker Studios
A estampa da camisa do Studio Orla se baseia em artistas plásticos Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Rebeca Sampaio utilizou quadrados de crochê unidos por ilhoses para compor o mini vestido Creditos: Paula Matos/Ducker Studios
Saiba Mais
  • O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que originou o nome do festival, homenageia o jangadeiro Chico da Matilde, apelidado Dragão do Mar pela bravura (liderou uma greve de jangadeiros, no século XIX, se recusando a transportar escravizados para outros estados, sendo peça-chave na abolição da escravidão no Ceará, que ocorreu quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravidão em todo o território nacional).
Em resumo
  • O DFB Festival em Fortaleza celebrou a identidade brasileira na moda, destacando o artesanato com um novo olhar nas passarelas.
  • O evento contou com 40 desfiles de diversas marcas e oito faculdades de moda, espalhados por locais icônicos da cidade, como a Praia de Iracema e a Ponte dos Ingleses.
  • Designers como Almir França, David Lee e Lino Villaventura apresentaram coleções inovadoras, utilizando técnicas como upcycling, crochê e tingimento artesanal, além de estampas inspiradas na cultura local.
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