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Abit apresenta balanço 2021 do setor têxtil e de confecção

By Marta De Divitiis

20 de jan. de 2022

Moda

Em coletiva de imprensa na quarta-feira, dia 19, Fernando Pimentel, presidente da Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção - traçou um panorama do que houve no segmento em 2021 e as expectativas para 2022.

O executivo iniciou mostrando a importância da indústria têxtil para a economia nacional e seus principais indicadores - na indústria de transformação da qual faz parte, cada real produzido é gerado 2,67 reais na economia - e enfatizando a necessidade de uma reforma tributária.

Em 2021 o setor obteve 194 bilhões de reais em faturamento, gerando 16,5 bilhões de reais de impostos. Apesar de ter gerado 1,06 bilhão de dólares em exportações, importamos 5,16 bilhões de dólares, tendo um saldo negativo de 4,10 bilhões de dólares na balança comercial.

Crescimento em 2021

Apesar do mercado vir crescendo desde o segundo semestre de 2020, estamos aquém de 2019, de acordo com Pimentel. “Nos últimos doze meses tivemos 74.500 novos postos de trabalho; as importações de matéria-prima, assim como as exportações tiveram crescimento,”explicou.

Entre os problemas enfrentados, o executivo citou a alta do preço dos fretes, a dificuldade em encontrar navios disponíveis e a pressão dos custos em quase tudo, desde anilinas até embalagens.

Algodão

A alta do preço do algodão no mundo e no Brasil, estão empurrando as indústrias a fazer novos mix de misturas para minimizar o custo. As cotações do algodão estão subindo e “a curto prazo não há expectativa de melhora”, de acordo com o presidente da Abit. "Em curto prazo, a pressão sobre o caixa das empresas, a dificuldade dos repasses e todas as fricções dos elos que compõem a rede de produção é grave e influencia o varejo”, justificou. A isso se junta problemas de frete, câmbio e tudo o mais, pressionando o custo afetando o funcionamento dos mercados. É uma situação mundial, mas que afeta bastante o Brasil, de acordo com o executivo.

Varejo

Em 2019 o consumo do varejo foi de 231,3 bilhões de reais. Em 2020 o valor caiu para 193,2 bilhões de reais e em 2021 voltamos praticamente ao patamar anterior à pandemia, com a estimativa de 231,8 bilhões de reais, mas temos que contar com a inflação o que indica 10 por cento abaixo do patamar de 2019.

O e-commerce em 2020 representou 3,3 por cento do faturamento do setor, mas para algumas marcas já digitalizadas esse número pulou para 30 por cento. Apesar do fechamento de lojas físicas, o network digital está crescendo muito e não pode ser ignorado.

Em volume de vestuário, a estimativa do IEMI Inteligência de Mercado - Instituto de Estudos e Marketing Industrial, aponta para um crescimento de 12,6 por cento em 2021. A demanda interna está ainda em recuperação com o retorno das atividades, a depender da evolução da variante Ômicron do coronavírus.

Expectativas para 2022

Será um ano de gestão intensa para superar todos os problemas que a indústria vem enfrentando, de acordo com a entidade. Fatores como as eleições presidenciais; questões orçamentárias; questão energética, de água e do meio ambiente; poder de consumo comprometido; redução do ritmo de crescimento da China; aumento dos juros dos EUA e o avanço das reformas tributárias e administrativas devem ser considerados.

A entidade tem trabalhado a agenda de competitividade junto ao governo, especialmente em relação ao custo Brasil, que coloca o país em desvantagem frente aos países que participam da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Na agenda internacional a Abit tem como meta o comércio justo e defesa comercial, com combate às irregularidades nas importações. O programa TexBrasil, de internacionalização da indústria têxtil e da moda brasileira, prevê ações de orientações estratégicas, iniciativas de qualificação, promoção comercial e ações de posicionamento e comunicação das marcas no exterior.

Pimentel finalizou dizendo que 2022 será um ano difícil e que irá exigir serenidade para conduzir as empresas de forma resiliente, sustentável e que atenda aos desejos do consumidor. A indústria têxtil e de confecção nacional, de acordo com ele, é uma vocação nacional.

Fotos: Adrien Olichon/Unsplash; Kai Pilger/Unsplash e Erica Zhou/Unsplash

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