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Alta-costura: uma exceção francesa sob alta proteção

Símbolo de identidade francesa, integrada ao Patrimônio Imaterial Francês, a alta-costura é um laboratório de criatividade
Moda
Desfile Chocheng FW25 Créditos: ©Launchmetrics/spotlight
By AFP

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Paris - A alta-costura retorna a Paris na segunda-feira para quatro dias de desfiles, um evento altamente codificado e exclusivamente parisiense que reúne um seleto grupo de maisons que atendem a critérios específicos. Frequentemente utilizado para designar a moda de luxo, o termo "alta-costura" corresponde, no entanto, a uma denominação juridicamente protegida, que não deve ser confundida com o prêt-à-porter. Aqui estão seus fundamentos.

Uma exceção jurídica

"A alta-costura precedeu o prêt-à-porter", que oferece uma moda industrial e produzida em maior quantidade, lembra Pascal Morand, presidente executivo da Federação da Alta Costura e da Moda (FHCM), que organiza a semana de alta-costura e as Fashion Weeks parisienses.

Nascida em Paris no final do século XIX, com figuras como Charles Frederick Worth, Jeanne Paquin e Paul Poiret, ela é juridicamente protegida e regulamentada desde 1945 pelo Ministério da Indústria da França.

"Ao final da guerra, era preciso preservar as maisons de costura que enfrentavam desafios de abastecimento", explica Morand. Desde então, o selo é concedido por decisão ministerial, após parecer de uma comissão de controle e classificação criada no âmbito da FHCM.

Critérios rigorosos

Para obter essa aprovação, uma maison de costura deve atender a critérios determinados. Os modelos devem ser originais, feitos sob medida e à mão, e criados exclusivamente pelo diretor artístico permanente da grife, em ateliês localizados na França.

A maison também deve ter dois ateliês distintos: um "tailleur" para as peças estruturadas e arquitetônicas, como jaquetas, casacos ou calças, e um "flou" para as peças maleáveis e fluidas, como vestidos ou blusas.

A comissão de controle exige ainda uma equipe de pelo menos 20 funcionários, bem como a apresentação de dois desfiles anuais em Paris, em janeiro e julho, com no mínimo 25 looks que mesclem silhuetas diurnas e noturnas.

No entanto, existe uma tolerância para as maisons menores. "Se tivermos apenas 21 ou 22 looks, não vamos bancar a polícia", destaca Pascal Morand, que também especifica que a regra de dois desfiles por ano foi recentemente flexibilizada.

Um círculo restrito

Apenas 13 maisons possuem o selo "alta-costura", incluindo os gigantes do luxo Dior, Chanel e Givenchy, mas também Jean Paul Gaultier, Maison Margiela, Alexis Mabille e Schiaparelli.

A denominação é concedida por apenas um ano e deve ser renovada a cada temporada. Algumas grandes maisons francesas não fazem parte da lista, como Saint Laurent e Hermès. A primeira renunciou à alta-costura em 2002, com a saída de Yves Saint Laurent, enquanto a segunda planeja seu lançamento para o horizonte de 2027.

A essas maisons somam-se sete "membros correspondentes", que têm uma atividade similar à da alta-costura, mas não estão sediados em Paris, como as grifes italianas Armani e Valentino, o libanês Elie Saab e a dupla holandesa Viktor & Rolf. A FHCM também convida alguns estilistas para desfilar a cada temporada. O sírio Rami Al Ali, a francesa Julie de Libran e o suíço Kevin Germanier estão entre as 28 maisons que desfilarão até quinta-feira.

Identidade francesa

Pouco numerosas, as maisons de alta-costura se dirigem a um número igualmente restrito de clientes capazes de adquirir peças destinadas a tapetes vermelhos, galas e grandes eventos. "A alta-costura pode parecer um pouco antiquada", admite Pascal Morand, mas é "um laboratório" de savoir-faire e criatividade. "É um símbolo da identidade francesa", assegura ele.

Em dezembro, ela foi integrada ao Patrimônio Imaterial francês, o primeiro passo antes de uma candidatura ao Patrimônio da Unesco. Embora a alta-costura permaneça um bastião da tradição, ela não é estática. "O que é interessante é a presença simultânea de grandes maisons e de jovens estilistas do exterior que trazem uma nova energia e uma nova visão", destaca Pierre Groppo, editor-chefe de moda e lifestyle da Vanity Fair France.

Para ele, essa abertura seduz "uma clientela menos tradicional", prova de que a alta-costura se 'desaristocratizou'.

Este artigo foi traduzido para português com o auxílio de uma ferramenta de IA.

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Em resumo
  • A alta-costura é um termo juridicamente protegido na França, regulamentado desde 1945, que se diferencia do prêt-à-porter por sua produção artesanal e sob medida.
  • Para obter o selo de alta-costura, as maisons devem cumprir critérios rigorosos, como ter ateliês na França, empregar no mínimo 20 funcionários e apresentar dois desfiles anuais com pelo menos 25 looks.
  • Apesar de ser um círculo restrito e tradicional, a alta-costura é um laboratório de criatividade e um símbolo da identidade francesa, buscando se modernizar com a inclusão de novos estilistas e uma clientela menos tradicional.
Alta Costura
PFW