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Moda

Carioca Maristar - Armário Coletivo - inova conceito de consumo

By Marta De Divitiis

20 de jan. de 2021

O isolamento provocado pela pandemia fez muitas pessoas repensarem seu estilo de vida e desenvolverem habilidades antes nem sonhadas. Ao mesmo tempo, os conceitos de sustentabilidade vieram à tona e colocaram em cheque muitas convicções fashion. Foi pensando em tudo isso que a engenheira Priscila Cotim e a jornalista Maristela Alcântara, amigas, resolveram investir num novo conceito de loja: a Maristar, armário coletivo.

Com um investimento de aproximadamente 150 mil reais, compraram roupas e acessórios, novos e de reúso (em excelentes condições) e montaram uma loja, aberta em dezembro de 2020, de forma virtual, que aluga as peças com preços acessíveis. Em janeiro foi aberto num espaço físico, no bairro de Botafogo, mas a estreia do showroom, com convidados, está prevista para fevereiro. Em breve as sócias pretendem implementar uma assessoria de moda para as clientes. Priscila, que se considera uma ex-consumista, explica como foi o primeiro mês do empreendimento.

“Começamos em dezembro, e temos apostado nossas fichas no contato direto com nossas clientes. É uma alegria ver o quanto as mulheres estão aderindo a esta tendência. Mas, sabemos que há muito a galgar. Este é um comportamento ainda novo no Brasil. Estamos otimistas com o ano de 2021”, conta a executiva. Diminuir o consumo por impulso é um dos objetivos do projeto. “2020 não foi um ano fácil para ninguém. Mas, a adesão de clientes, no mês de dezembro, nos fez entrar em 2021 de forma positiva, pensando que nosso negócio prosperará. Tem muita novidade vindo por aí,” justifica Maristela.

Mudança de hábitos

A dupla, preocupada com a durabilidade e reutilização da matéria prima, acredita que a pandemia tem feito muita gente repensar na forma como vive e cuida do planeta, e para elas, reaprender uma nova realidade de reaproveitar mais as peças, reutilizar, alugar aquilo que só usaríamos uma vez, ou ficaria parado em nosso armário é uma tendência que veio para ficar.

No primeiro mês de funcionamento, elas conquistaram um retorno de 9 por cento do investimento inicial, com aproximadamente 16 clientes. A expectativa para o primeiro ano é um incremento de mil por cento na adesão. “Acreditamos que teremos o retorno de nosso investimento em dois anos, no máximo,”explica Maristela. “Nosso público alvo são mulheres de classe média alta, de 25 a 50 anos,” diz. Uma passeada pelo site mostra desde peças casuais como jeans e shorts, até sociais, como paletós e calças de alfaiataria, que podem agradar mulheres com estilos diferentes. Há também acessórios como calçados e bolsas.

Agendamento e cuidados

Com agendamento prévio, são oferecidas “malinhas de aluguel” por período ou diária, que poderão ser utilizadas durante 7, 15 e 30 dias. Com valores atrativos, quanto mais peças alugadas, mais descontos. Nos pacotes, planos para ocasião de viagem, eventos e moda gestante, para as futuras mães que não querem modificar o guarda roupa, para uso apenas no período da gestação.

Quem quiser pode visitar o site e conhecer as peças, com indicações de tamanhos. Entregam somente no Rio de Janeiro e em Niterói, prioritariamente por motoboy, mas há a disponibilização da opção de envio por correio. As peças são tanto de marcas conhecidas pela alta qualidade de matéria prima e modelagem, como outras, de marcas desconhecidas, mas com o mesmo apelo.

"É um conceito inovador, sabemos que há uma mudança de cultura atrelada, quisemos ser pioneiras nesse sentido pois acreditamos na "moda circular" que pega gancho em outras economias circulares que estão cada vez mais em crescimento como a Bike do Itaú, Uber e outros,”conclui Maristela.

Fotos: Yulia Timofeeva