Cinco destaques da Semana de Moda Masculina de Paris

Moda
Willy Chavarria FW25 Credits: ©Launchmetrics/spotlight
By AFP

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Paris – As novidades de Jonathan Anderson para a Dior, a primeira coleção masculina de Sarah Burton para a Givenchy e a proposta com ares chicanos de Willy Chavarria serão alguns dos destaques desta Semana de Moda de Paris, que começa na terça-feira.

Masculinidade híbrida

Durante seis dias, cerca de 70 marcas revelarão suas novas coleções masculinas para a próxima Primavera/Verão. As mudanças que sacudiram o setor no ano passado, com novos criativos à frente de casas lendárias como Chanel e Dior, começam a ficar para trás, e as expectativas se concentram em como o estilo desses designers se consolidará.

A conturbada atualidade geopolítica poderá ser refletida nas passarelas. “Quando as relações sociais, culturais e até mesmo políticas se tornam mais complexas, isso sempre se traduz em uma resposta muito mais criativa”, explica à AFP Patrick Clark, editor de moda da revista GQ France.

Em sua opinião, “há uma vontade autêntica no homem de questionar os códigos e as técnicas que geralmente são reservados ao universo da moda feminina e que, agora, são incorporados e assumidos na moda masculina”.

O resultado será uma moda que caminha para uma “masculinidade emergente, mais híbrida”, como já começou a ser visto em edições passadas, com silhuetas masculinas mais românticas, ao estilo dândi.

Anderson em foco

Jonathan Anderson estará novamente no centro das atenções com sua terceira coleção masculina na Dior, após ter apresentado em janeiro uma proposta que misturava toques aristocráticos e punk.

O norte-irlandês de 41 anos, considerado um dos meninos prodígios da moda e reconhecido por sua criatividade transbordante, poderá voltar a deslumbrar com suas combinações improváveis.

“Gosto de lançar ideias aleatoriamente e ver o que funciona. Não me importo de fracassar ou errar. O que eu realmente não quero é criar algo banal”, explicava recentemente ao jornal francês Le Monde.

O desfile, programado para quarta-feira às 14h30, horário de Paris, foi adiantado para as 9h da manhã devido à onda de calor que atinge a França nestes dias.

Junto à Dior de Anderson, o outro momento mais esperado da semana será o da Louis Vuitton na terça-feira, onde provavelmente Pharrell Williams usará todo o seu engenho para criar um desfile espetacular repleto de estrelas.

Novos ares na Givenchy e Celine

A britânica Sarah Burton apresentará sua primeira coleção masculina para a Givenchy, na categoria de “apresentação”, quase dois anos após sua nomeação.

“Veremos muita alfaiataria [confecção], muitas peças em 3D, peças com mangas...”, prevê Marc Beaugé, diretor da revista francesa L'Étiquette, sobre esta criadora, conhecida por seu domínio da alfaiataria e por ter assinado o vestido de noiva de Kate Middleton.

Sob a direção artística de Michael Rider, a Celine terá um dos desfiles mais acompanhados. O estilista estadunidense, de volta a esta casa após uma década em seus ateliês nos anos 2010, apresentará no domingo sua primeira coleção masculina.

Na Hermès, depois do adeus de Véronique Nichanian após quase quatro décadas à frente das coleções masculinas, as criações de sábado ficarão a cargo do estúdio, à espera da estreia de Grace Wales Bonner em janeiro.

O ativista Willy Chavarria

O designer estadunidense de raízes mexicanas Willy Chavarria, um nome que está ganhando destaque em Paris após fazer sucesso em Nova York, desfilará pela quarta vez na capital francesa.

Em janeiro, ele apresentou sua coleção repleta de alfaiataria impecável e peças com ar retrô, em um show que mesclava filme, concerto e desfile. No ano passado, outra apresentação deu muito o que falar quando vários homens tatuados apareceram ajoelhados, lembrando imagens de prisões em El Salvador.

Chavarria, abertamente ativista, defensor dos migrantes e da causa LGBTQ, frequentemente integra em seus desfiles cantores superconhecidos, como o colombiano J Balvin, a chilena Mon Laferte e o grupo latino Santos Bravos.

Novos talentos

Entre todas essas marcas célebres, também figuram jovens designers emergentes, como a belga Meryll Rogge, diretora artística da italiana Marni, que mostrará sua coleção masculina em Paris com sua própria marca homônima. Em suas propostas, ela experimenta com tecidos e mistura códigos masculinos e femininos.

O japonês Soshi Otsuki, vencedor no ano passado do prestigioso prêmio LVMH, provavelmente trará seus costumes fluidos, inspirados na tradição nipônica.

“As gerações mais jovens incorporam perfeitamente o lema de criatividade, autenticidade, naturalidade e história pessoal” que integram em suas coleções, afirma Patrick Clark, da GQ France.

A espanhola Sonia Carrasco e seus costumes com costuras aparentes, assim como a marca brasileira P_Andrade, também estão presentes no calendário oficial.

Este artigo foi traduzido para português com o auxílio de uma ferramenta de IA.

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