Dior Homme SS27: como Jonathan Anderson redefine o masculino
Ternos desconstruídos e toques de brilho: Jonathan Anderson entrou em cena na quarta-feira em Paris com sua terceira coleção masculina para a Dior, destacando a elegância, durante um desfile adiantado em várias horas por causa da onda de calor.
Para evitar o calor intenso na capital, o desfile da maison francesa, inicialmente previsto para as 14h30, aconteceu por volta das 9 horas no interior e nos jardins do museu Nissim de Camondo.
Diante dos convidados, todos equipados com leques oferecidos pelos organizadores, os modelos desfilaram com ternos xadrez, lisos ou quase transparentes, por vezes muito fluidos e leves. Quase desconstruídos, às vezes até oversize, muitos eram acompanhados por gravatas propositalmente mal amarradas, camisas abertas ou sem nada por baixo.
"Esta coleção gira em torno do refinamento do personagem masculino e da maneira como ele se conecta com o feminino", explicou Jonathan Anderson à imprensa após o desfile, que convocou o britânico Fred Again para criar a música.
Em meio a uma paleta de tons sóbrios, com exceção de alguns toques de rosa, certos looks se destacavam: calças ou bermudas com paetês, douradas ou prateadas, coletes de lantejoulas, um suéter de tricô torcido laranja com brilho, uma grande bolsa tote dourada ou ainda gravatas-borboleta de cetim e broches de flores de pérolas.
"Todos os sapatos têm um aspecto um pouco desgastado, são de veludo, bordados, de seda selvagem escovada, ou novamente bordados por cima. E são todos cravejados à mão", acrescentou o norte-irlandês, considerado um dos meninos prodígios da moda.
Em suas redes sociais e no convite para o desfile, Anderson havia mencionado o tema muito festivo de seu guarda-roupa, entre globo de espelhos preto, flores de pérolas e máscara de carnaval com lantejoulas.
Muitas celebridades compareceram ao desfile, entre elas o ator francês Louis Garrel, o cantor sul-coreano Jimin do BTS, embaixador da maison, e a atriz francesa Nadia Melliti, prêmio de interpretação feminina em Cannes em 2025.
A belga Meryll Rogge, diretora artística da Marni, também é esperada na quarta-feira para sua primeira coleção masculina com sua marca homônima criada em 2020.
A estilista parisiense Jeanne Friot fará parte dos últimos desfiles do dia. Lésbica e queer, a designer propõe uma moda ecologicamente responsável, sem gênero e engajada.
Até domingo, cerca de 70 marcas revelarão suas novas coleções masculinas para a primavera e o verão de 2027.
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