Efervescência no ateliê da estilista Pauline Dujancourt com a proximidade de desfile
Londres - A poucos dias de seu terceiro desfile de moda, no domingo, durante a London Fashion Week, a empolgação e o nervosismo aumentam para a estilista francesa Pauline Dujancourt. O desfile durará apenas alguns minutos, mas são meses de trabalho que serão julgados por seus 450 convidados.
"Eu passo um pouco por todas as emoções", conta à AFP, sorrindo, Pauline Dujancourt, de 31 anos. "Há dias em que estou super empolgada, em que tenho muitas ideias, e outros em que penso: mas por que escolhi esta cor, estes tecidos?".
Depois da New York Fashion Week e antes das de Milão e Paris, a semana de Londres receberá dezenas de desfiles de quinta a segunda-feira. A capital britânica é conhecida por sua energia e seus jovens estilistas. Entre eles, Pauline Dujancourt, que lançou sua marca em abril de 2022, após seus estudos em instituições de prestígio, a escola Duperré, em Paris e a Central Saint Martins, em Londres.
Ela começou em novembro a trabalhar com sua equipe na coleção outono-inverno 2026/2027 que apresentará no domingo a seus convidados — jornalistas, clientes VIP e distribuidores.
Suores frios
O momento é crucial para os estilistas e inevitavelmente gera um frio na barriga para saber se tudo vai dar certo. "Um verdadeiro pesadelo" seria uma modelo cair na passarela ou as roupas rasgarem na frente dos fotógrafos, diz Pauline Dujancourt. "Uma vez sonhei que tinha esquecido de me vestir antes de sair para cumprimentar os convidados!", brinca ela.
Há várias semanas, a agenda está precisa como um relógio. A estilista trabalha permanentemente com quatro assistentes de estilo, mas antes do desfile, a equipe se expande para aproximadamente 50 pessoas, incluindo freelancers e estagiários.
Pauline Dujancourt é conhecida por seu trabalho com malharia, que ela quer que seja "sensual, leve, em movimento". Ela esteve entre os finalistas do prêmio LVMH, venceu o concurso da revista Elle UK para jovens talentos e é apoiada pelo British Fashion Council. Ela tem clientes no Japão, nos Estados Unidos, na França, no Reino Unido e encomendas de vestidos de noiva.
Sua nova coleção é "uma homenagem" às mulheres vítimas da caça às bruxas ao longo da história. "A ideia é dar-lhes uma voz, já que foram silenciadas, e trazer beleza e poesia para isso, apesar da escuridão do tema", explica a estilista.
"Baby Blues"
A duas semanas do desfile, jovens costureiras tricotavam flores de crochê, misturando mohair e fio metalizado japonês, em um ateliê localizado no sul de Londres, com uma vista deslumbrante do Tâmisa e do Big Ben. Os looks ainda estavam em "pedaços" separados.
Depois veio o momento da montagem. "É um pouco o momento mágico em que as peças começam a ganhar vida", explica Pauline Dujancourt, com seus grandes olhos azuis e longos cabelos castanhos.
A menos de uma semana do desfile, começaram os dias de prova em uma modelo de cabine, e depois o casting para encontrar as modelos. Na véspera do desfile, é a vez das últimas provas, dos testes de maquiagem e cabelo. E, finalmente, no domingo de manhã, o ensaio geral.
No dia D, imprevistos não podem ser descartados. No desfile anterior, em setembro, várias modelos estavam muito atrasadas, presas em outro desfile.
"Elas chegaram com a maquiagem do desfile anterior. Tivemos que vesti-las e maquiá-las ao mesmo tempo. Eu estava no meu limite", conta Pauline Dujancourt.
O desfile, onde 25 looks são apresentados, passa "como um flash" e depois "é realmente o baby blues", contou ela. "Temos a impressão de que estamos sob adrenalina por três meses. Não sentimos mais fome, nem sono. E, de repente, acaba".
Depois da London Fashion Week, Pauline Dujancourt atravessará o Canal da Mancha para encontrar compradores em um showroom em Paris. Em seguida, rapidamente, chegará o momento de pensar no próximo desfile, em setembro de 2026.
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