Inditex doa 3 milhões de euros aos afetados pelos terremotos na Venezuela

A doação será canalizada através do programa de ajuda às vítimas, implementado pela Cruz Vermelha
Moda
Loja da Zara no shopping Sambil em Caracas (Venezuela) Créditos: Shopping Sambil
By Jaime Martinez

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Madri – A multinacional espanhola de moda, o grupo Inditex, empresa controladora de redes populares como Zara, Bershka e Massimo Dutti, anunciou a doação de três milhões de euros para o programa de ajuda às pessoas afetadas pelos terremotos na Venezuela, implementado pela Cruz Vermelha.

Conforme detalhado pela direção do grupo espanhol, alinhado com as políticas de ajuda e doações que a empresa realiza em crises humanitárias como a que começou na Venezuela após os terríveis terremotos do último 24 de junho, a Inditex decidiu contribuir com 3 milhões de euros para o programa de emergência de ajuda às vítimas dos sismos, iniciado pela delegação da Cruz Vermelha da Venezuela. Uma doação que será canalizada através da Cruz Vermelha Espanhola, e cujos fundos serão gerenciados em coordenação com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

A este respeito, especifica-se também que os fundos serão destinados, por um lado, à aquisição, distribuição e transporte de itens de primeira necessidade, que são especialmente necessários durante a fase inicial de emergências como esta, como galões de água, cobertores, lençóis, barracas de acampamento, ou kits de cozinha, de descanso e de higiene. Por outro lado, a verba também será destinada a financiar a implementação no país de uma clínica móvel que reforçará a capacidade de assistência à saúde nas áreas mais afetadas, com capacidade para atender cerca de 100 pacientes ambulatoriais.

A partir dessas instalações móveis, destaca a empresa espanhola, será prestado “atendimento de saúde de emergência, incluindo triagem, estabilização de pacientes, primeiros socorros, atendimento a traumas e encaminhamento de casos que necessitem de assistência hospitalar”. Tarefas para as quais, conforme o indicado, “a clínica tem capacidade para prestar serviços médicos a 100 pacientes ambulatoriais por dia”, sendo “atendida por pessoal de saúde especializado” e que trabalhará “em colaboração com profissionais locais”. Tudo isso, ao mesmo tempo em que a mesma doação também contribuirá para “a aquisição, distribuição e transporte de itens de primeira necessidade”, com “o objetivo de atender às necessidades básicas das pessoas afetadas durante a fase inicial da emergência”, e que a empresa espanhola também disponibiliza, paralelamente, um canal para as contribuições monetárias de seus funcionários na Espanha.

Quatro lojas na Venezuela

Após chegar a ter até 24 lojas em todo o país no encerramento de seu ano fiscal de 2016, a Inditex fechou todas as suas lojas na Venezuela no ano de 2021. No mesmo ano em que, em resposta à situação de crise humanitária que havia se originado no país, a multinacional espanhola de moda anunciou sua decisão de apoiar a execução de um novo programa de três anos de atenção à população deslocada, a ser executado tanto na Venezuela, como na Colômbia, Equador e Brasil.

Justamente quando esse programa estava sendo concluído, a Inditex retornou ao mercado venezuelano com a abertura, em 25 de abril de 2024, de uma nova primeira loja da Zara no país, no shopping Sambil, no município de Chacao, dentro da área metropolitana de Caracas, capital da Venezuela. Uma abertura que foi seguida pelas igualmente novas primeiras lojas na Venezuela de suas redes Pull&Bear, Bershka e Stradivarius, com as quais a Inditex somava o número de quatro lojas ativas no fechamento de seu último ano fiscal de 2025. Estabelecimentos que, de qualquer forma, foram informados de que fecharam suas portas, temporariamente, após os sismos, e aguardam que a situação de crise que continua afetando o país possa, na medida do possível, se normalizar.

Em resumo
  • A Inditex doou três milhões de euros ao programa de emergência da Cruz Vermelha para ajudar os afetados pelos terremotos na Venezuela.
  • Os fundos serão destinados à aquisição de itens de primeira necessidade e à implementação de uma clínica móvel para atendimento de saúde nas áreas mais afetadas.
  • A Inditex, que fechou suas lojas na Venezuela em 2021, retornou ao mercado venezuelano em 2024 e atualmente possui quatro estabelecimentos que fecharam temporariamente após os sismos.
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