'Robôs precisam de roupas': humanoides desfilam na passarela em Seul
Não havia robôs nus à vista em um desfile de moda realizado em Seul com um toque de alta tecnologia, onde duplas de pessoas e humanoides desfilaram na passarela com roupas combinando.
Um conjunto azul com franjas no estilo texano — completo com um chapéu de cowboy para o robô — e uma jaqueta puffer prateada retrô estavam entre os looks apresentados no evento na quinta-feira, 28 de maio.
Cada modelo humano e seu companheiro androide, mais baixo, se revezaram para desfilar em uníssono no palco.
Os designs, incluindo vestidos de seda e calças pretas esvoaçantes da era espacial como as usadas pelo astro do rock David Bowie nos anos 1970, foram cuidadosamente ajustados às estruturas esqueléticas dos robôs.
A Galaxy Corporation, empresa de entretenimento por trás da apresentação, disse que o objetivo era perguntar: "Como humanos e robôs podem coexistir?"
"Percebemos que os robôs também precisam usar roupas", disse o CEO (diretor executivo, na sigla em inglês) Choi Yong-ho.
"Assim como cada ser humano é único, acreditamos que cada robô também deve ser distinto."
As roupas foram desenhadas pela empresa, cujo porta-voz disse que espera lançá-las sob a marca "MACH 33" no final do ano.
Os robôs modelos no desfile de moda de Seul pareciam ser um humanoide fabricado pela startup chinesa Unitree, que são populares devido ao seu custo relativamente baixo.
Robôs cada vez mais ágeis provaram ser capazes de realizar danças coreografadas, participar de corridas e até mesmo de dar saltos mortais para trás.
A empresa de serviços financeiros Morgan Stanley prevê que o mundo poderá ter mais de um bilhão de humanoides até 2050.
Mas robôs totalmente automatizados — usando a tecnologia emergente de IA física — ainda são raros, com as exibições mais impressionantes sendo operadas remotamente ou pré-programadas.
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