Software de gestão evita “encalhe” de peças no estoque
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Por trás de uma vitrine cheia de novidades há uma série de decisões que determinam o sucesso ou o fracasso de uma coleção. Escolher o que vai para o mostruário, quanto comprar de cada peça e o momento certo de fazer uma promoção são tarefas que exigem mais do que intuição. No varejo de moda, errar significa ver o capital parado em prateleiras, e o acerto pode representar semanas de caixa saudável.
No segmento, em que o ciclo do produto é curto e a obsolescência é rápida, o risco de manter peças encalhadas, com baixo giro e alto custo, é elevado. Consultorias como a McKinsey indicam que o giro de estoque médio das varejistas de moda varia entre quatro e seis vezes ao ano, o que significa que cada peça precisa ser vendida e reposta a cada dois ou três meses para manter a eficiência operacional.
Estudos do CSCMP - Council of Supply Chain Management Professionals - mostram que os custos de manutenção de estoque os chamados carrying costs podem equivaler de 20 a 30 por cento do valor total do inventário por ano, pressionando margens e fluxo de caixa.
É nesse ponto que a tecnologia pode mudar o jogo. “Uma boa gestão envolve conhecer profundamente o público, compreender o comportamento de compra e manter o controle sobre o volume de estoque”, afirma num comunicado Chrystian Scanferla, diretor de negócios da Irrah Tech, empresa paranaense, com sede em Cianorte, que desenvolveu o Kigi, um ERP (software de gestão) que transforma dados dispersos em pontos precisos, que auxiliam em decisões fundamentais para a lucratividade do negócio.
Scanferia falou para o FahionUnited que “o Kigi nasceu há 23 anos, quando ainda operávamos sob o nome de Grandes Sistemas, com um propósito muito claro: organizar e estruturar o varejo por meio de tecnologia confiável, sólida e construída para durar. Ao longo dessas mais de duas décadas, o sistema evoluiu junto com o mercado. Acompanhamos a transformação do varejo físico para o digital, a ascensão do omnichannel, a complexidade fiscal brasileira e a necessidade crescente por dados estratégicos em tempo real. Cada nova demanda do mercado não foi apenas uma adaptação, foi uma oportunidade de aprimorar a arquitetura, a inteligência e a robustez da plataforma”.
O executivo continua: “hoje, dentro da Irrah Tech, o Kigi representa a consolidação dessa jornada. É um ERP maduro, testado por milhares de operações reais, mas com a mentalidade de uma empresa de tecnologia que continua inovando diariamente. Não é um sistema que nasceu ontem para atender uma tendência passageira, é uma solução construída com base em experiência prática, aprendizados acumulados e profunda compreensão do varejo brasileiro. A longevidade do Kigi é, acima de tudo, um reflexo de consistência”.
O diretor de negócios explica que a proposta do Kigi é substituir o amadorismo por previsibilidade. “A plataforma antecipa movimentos com base em dados de histórico, sazonalidade e comportamento de compra, permitindo que o lojista enxergue o negócio sob uma nova ótica: a da inteligência de gestão".
Com poucos cliques, segundo a empresa, o sistema mostra quais produtos mantêm giro constante, quais fornecedores entregam melhor margem por categoria, em quais horários o volume de vendas dispara e até quando é o momento ideal de abordar novamente um cliente que não compra há algum tempo.
“No varejo de moda, isso é ainda mais importante, pois o ciclo do produto é rápido e o erro custa caro. Uma compra equivocada, uma promoção mal planejada ou um estoque desajustado podem travar o caixa por semanas”, observa Scanferla.
Sistema oferece checklist do comportamento de compra
Ela ainda explica que “o sistema cruza informações de diferentes áreas e oferece uma espécie de checklist do comportamento de compra, que ajuda o empreendedor a entender de onde vem seu resultado. É possível identificar quais segmentos compram com mais frequência, o ticket médio por faixa etária ou canal, o momento ideal para reativar consumidores inativos e o desempenho de cada vendedor, tudo em tempo real, em um painel intuitivo.”
Para passar de “gestão por intuição” para decisões baseadas em dados, o varejista precisa de visibilidade em três frentes: produto, cliente e estoque. No plano do produto, saber quais modelos giram bem, quais viram encalhe no estoque e quais categorias têm margem mais alta.
No plano do cliente, identificar perfis que retornam, canais que performam melhor, horários de pico de vendas. E, no plano do estoque, controlar a quantidade certa, evitar excesso e usar o ROI (retorno do investimento, na sigla em inglês) do estoque como ferramenta de competitividade.
Uma abordagem estruturada permite que o varejista antecipe movimentos. “Por exemplo, saber que determinado fornecedor entrega com melhor margem em determinada categoria; ou que, em determinados dias e horários, o ticket médio sobe; ou que certos clientes inativos têm chances maiores de retorno se abordados no momento certo”, explica o executivo.
A ferramenta também gera relatórios automáticos de faturamento, margem, giro e fluxo de caixa, indicadores que, antes, exigiam horas de planilhas e interpretações manuais. “Essa previsibilidade é exatamente o que separa as empresas que reagem, com promoções de desespero, daquelas que se antecipam, giram estoque, otimizam capital e evitam peças paradas”, reforça.
“No varejo de moda, o que separa o jogador comum daquele que sai na frente é a capacidade de transformar dados de produto, cliente e estoque em decisões rápidas e estratégicas. Quando a vitrine, o estoque, os fornecedores e o cliente passam a falar a mesma língua, a peça encalhada deixa de ser risco e vira exceção”, justifica Scanferia.
- A gestão de estoque no varejo de moda é crucial, pois o ciclo de vida dos produtos é curto e os custos de manutenção de estoque podem ser altos, impactando a lucratividade.
- A tecnologia, como o software KIGI da Irrah Tech, oferece uma solução para transformar dados dispersos em informações estratégicas, permitindo decisões mais precisas sobre produtos, clientes e estoque.
- Com a inteligência de gestão, os varejistas podem antecipar tendências, otimizar o capital de giro e evitar perdas, substituindo a intuição por previsibilidade e dados concretos.