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SPFWN53 encerra edição reforçando a diversidade

By Marta De Divitiis

7 de jun. de 2022

Moda

A edição 53 da SPFW - São Paulo Fashion Week terminou no sábado (4), com o desfile presencial de Isaac Silva. Esta temporada, que continua híbrida (e, segundo Paulo Borges, tende a permanecer assim), aconteceu predominantemente em dois locais diferentes, no Campus do Senac Lapa Faustolo, na Lapa (Zona Oeste da capital paulista) e no Komplexo Tempo, na Mooca (Zona Sudeste), celebrou como em outras edições, a diversidade de corpos e culturas. O teatro da FAAP - Fundação Armando Álvares Penteado e o Hotel Rosewood foram outros espaços ocupados pelo evento.

Vale ressaltar que a diversidade de modelos nunca esteve tão presente na passarela. Alguns estilistas, como João Pimenta e a marca Meninos Rei utilizaram um casting composto em sua totalidade por modelos negros. A passarela de Walério Araújo e Isaac Silva trouxe modelos LGBTQIA+, sendo que Isaac homenageou a Panterona do Brasil, Drag Queen ícone da noite paulistana.

Formas amplas e confortáveis

A maioria das coleções apresentou peças com amplitude de formas e modelagem confortável. Ela pode ser conferida na Neriage, em Martins e em João Pimenta, que trouxe paletós com modelagem godê. A Meninos Rei veio com coleção em modelagem larga nas peças estampadas que remetem à África. A Apartamento 03 apresentou vestidos em camadas de tecido plissado, além de um paletó com recorte vazado na cintura, arrematado por rolotê. A Thear foi outra que apostou no tipo de molde em que o conforto predomina, assim como a Misci.

Luxo e sofisticação

O luxo surgiu na coleção de À La Garçonne, que trabalhou peças em tecidos nobres que tinham em estoque. Na passarela, vestidos chemisier, costumes femininos e masculinos, os primeiros com paletó mais curto e calças amplas. Vestido tomara-que-caia com fenda diagonal e vestidos longos com maxi decote complementam a coleção.

A sofisticação do uso da renda veio na passarela da estreante Martha Medeiros, que ao invés de coleção optou por descrever ela própria a trajetória da marca, mostrando peças de coleções passadas, deixando boa parte dos presentes decepcionados.

Lino Villaventura faz da sofisticação base para luxuosos vestidos com trabalho de nervuras, recortes, bordados e apliques manuais.

Glória Coelho trouxe uma coleção com peças com pétalas aplicadas, assim como recortes vazados. Renda bordada e brilhos discretos além de peças beachwear com vazados localizados.

Handmade em alta

Crochê foi a base da coleção do Ponto Firme, que agora, além dos egressos do sistema prisional contou também com a participação de refugiados e mulheres, além do Crochê de Vilão e pessoas trans. Na passarela jacquard em crochê que já apareceu na edição anterior, permanece em peças diversas. O crochê foi produzido em linha de seda, linha de algodão, linha obtida de denim, plástico e metalizados.

A técnica predominou também no Ateliê Mão de Mãe, em sofisticadas peças com jacquard formando listras e ondas. Os pontos mais elaborados surgiram em calças e camisetas, shorts e tops com saias ou calças.

Em algumas coleções como na Led o crochê foi usado em detalhes, assim como na Thear, que apareceu em blusas e em Ronaldo Silvestre, que mostrou inclusive bolsas desenvolvidas com a técnica.

Fotos: Marcelo Soubhia/agfotosite e Danilo Sorrino

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