Willy Chavarria prepara em Paris um novo desfile com forte carga política
Paris - O estilista americano de raízes mexicanas Willy Chavarria, conhecido por suas propostas chicanas, apresentará nesta sexta-feira sua nova coleção em Paris, no que pode se tornar um dos desfiles mais políticos desta Semana de Moda.
Chavarria, abertamente ativista, defensor dos migrantes e da causa homossexual, já deu o que falar em sua apresentação parisiense em junho, quando vários homens tatuados vestidos de branco apareceram ajoelhados, uma imagem que lembrava as prisões em El Salvador.
Em sua visita anterior à capital francesa, o criador fez o colombiano J Balvin cantar no meio de uma igreja, onde também ecoou o discurso pró-LGBTQ+ de uma bispa americana.
Para seu terceiro desfile em Paris nesta sexta-feira, intitulado "Eterno", conforme divulgou nas redes sociais, Chavarria poderia lançar outra mensagem política, num momento em que a polícia de imigração dos Estados Unidos está no olho do furacão por suas operações massivas e pela morte de uma mulher em Mineápolis.
Seu vestuário é uma mistura da cultura chicana e do streetwear. Ele também se inspira nos pachucos, uma subcultura urbana dos anos 1940 no sul da Califórnia que reivindicava suas origens mexicanas através da roupa, com ternos muito elegantes e chapéus de abas largas.
Chavarria, nascido em 1967 na Califórnia, com origens irlandesas e mexicanas, gosta de reivindicar a mistura de culturas, especialmente nos Estados Unidos.
"Eu amo tanto que até minha alfaiataria reflete a influência chicana, o que considero um belo resultado da convergência da cultura, arte, música e moda mexicano-americana", disse Chavarria recentemente à Vogue, reconhecido duas vezes como o melhor estilista de moda masculina dos Estados Unidos.
O estilista, no entanto, esteve no centro de uma polêmica em agosto após o lançamento de umas sandálias em colaboração com a Adidas, o modelo "Oaxaca Slip-On", cujo design original foi reivindicado pelo estado mexicano de Oaxaca.
Após as críticas das autoridades mexicanas, o criador e a marca alemã pediram desculpas por terem utilizado esses designs.
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