Futuro sombrio para Jonathan Andic: da estigmatização à perda da herança e saída da Mango
Madri – Um futuro sombrio se avizinha no horizonte para Jonathan Andic, o filho mais velho do fundador da Mango, Isak Andic, e atual único representante da família em seu conselho de administração, como vice-presidente não executivo, após sua prisão nesta terça-feira, 19 de maio, acusado do homicídio de seu pai. Acusação, já confirmada, por parte de uma juíza que contempla um “acúmulo de indícios” probatórios que apontariam para sua “participação ativa e premeditada” no falecimento de Isak Andic, e que só pode resultar em dois cenários: em sua estigmatização, mesmo que seja declarado inocente; ou em sua declaração de culpa, com a pena de prisão correspondente, a perda de sua herança e seu completo desligamento da Mango.
Apresentando, em primeiro lugar, uma última atualização dos fatos ocorridos ontem, após a comoção com a notícia da prisão de Jonathan Andic, acusado do homicídio de seu pai pelos Mossos d'Esquadra, o outrora promissor herdeiro do homem mais rico da Catalunha foi transferido, algemado, de sua casa nos arredores de Barcelona para o Tribunal de Instrução Número 5 de Martorell, para prestar depoimento perante a responsável pelo caso, a juíza Raquel Nieto. Um depoimento, o primeiro perante a juíza, que já vinha sendo indicado desde o final do mês de fevereiro passado, embora na época contemplado em formas processuais que diferiram, e muito, das que finalmente ocorreram, prevendo-se então que ele fosse simplesmente chamado para depor, e não que fosse preso pela polícia autônoma, para sua posterior transferência para as instalações judiciais.
Algemado e escoltado por cinco agentes da polícia, Andic chegou aos tribunais de Martorell por volta das 12h30 da manhã, para prestar depoimento perante a juíza responsável pelo caso. Uma audiência durante a qual, e segundo as informações adiantadas por meios de comunicação de massa como El País ou El Mundo, Jonathan Andic respondeu apenas às perguntas apresentadas por seu advogado, Cristobal Martell, e que foi seguida por uma breve audiência judicial durante a qual a promotoria, representada por Teresa Yoldi, solicitou como medidas cautelares a prisão de Jonathan Andic, evitável sob fiança. Um pedido ao qual a juíza finalmente acedeu, determinando para o filho mais velho de Isak Andic sua prisão, evitável mediante o pagamento de uma fiança de um milhão de euros. Valor que sua defesa não demorou mais de uma hora para reunir, tempo durante o qual Jonathan Andic permaneceu o tempo todo nas celas do tribunal de Martorell. Instalações que ele finalmente abandonou em liberdade sob fiança, e com a imposição, como medidas cautelares determinadas pela juíza, de ter que entregar seu passaporte, ter a saída da Espanha proibida e ter que realizar comparecimentos semanais perante o tribunal.
Das incongruências nos depoimentos aos relatórios técnicos dos fatos
Dando atenção aos argumentos apresentados pela juíza para decretar a prisão provisória evitável sob fiança para Jonathan Andic, são até cinco os principais blocos de “indícios probatórios” que são apontados no despacho de acusação da responsável pelo caso. Motivos todos extraídos dos relatórios e da investigação que os agentes da polícia autônoma da Catalunha vêm realizando de forma minuciosa desde o falecimento, no sábado, 14 de dezembro de 2024, de Isak Andic, e que em seu conjunto constituem um “acúmulo de indícios” que apontam para a mais que provável “participação ativa e premeditada” de Jonathan Andic na morte de seu pai.
A este respeito, em primeiro lugar, a juíza faz referência no despacho, segundo as informações adiantadas pelos já citados meios de comunicação de massa, às incongruências detectadas pelos agentes durante os depoimentos de Jonathan Andic sobre os fatos, nos dias 14 e 31 de dezembro de 2024. Entre elas, o fato de que, em um primeiro momento, ele disse que estavam caminhando juntos e que seu pai parou para tirar uma fotografia, momento em que o perdeu de vista e em que ocorreu sua suposta queda; fatos que ele mudou em seu segundo depoimento para afirmar que ele estava caminhando na frente de seu pai e que não pôde ver como ele caía no vazio, já sem mencionar um telefone celular que foi encontrado no bolso de Isak Andic.
Como segunda prova, são apresentadas as visitas prévias que Jonathan Andic havia feito ao local dos fatos. Visitas que o filho do fundador da Mango afirmou ter feito cerca de duas semanas antes do suposto acidente que custou a vida de seu pai, mas que os agentes da polícia autônoma demonstraram, através da localização de seu veículo, que ocorreram nos dias 7, 8 e 10 de dezembro de 2024. Uma assiduidade ao local dos fatos, em datas tão seguidas e, além disso, tão próximas ao evento do dia 14 de dezembro, que levou os agentes a perceberem o agravante de premeditação e planejamento no suposto crime de homicídio de Isak Andic. Suspeitas que foram refletidas no despacho de acusação da juíza, no qual se aponta que Jonathan Andic teria buscado “criar uma situação e circunstâncias concretas o mais discretas possível antes dos fatos, no mesmo momento e durante os minutos posteriores à queda”, como se infere das “diferentes versões e afirmações” dadas, e “que não correspondem à realidade no dia dos fatos”.
Em terceiro lugar, estariam os pontos extraídos dos diferentes relatórios técnicos e da autópsia realizada no corpo do fundador da Mango. Documentos que, a título de conclusão, apresentam em primeiro lugar a suspeita de que Jonathan Andic teria tentado simular a queda de seu pai desgastando as solas de seus sapatos e traçando no chão um “escorregão arredondado” que só poderia ter sido feito “de forma deliberada, exercendo pressão no chão”, em uma “ação de esfregar com a sola dos tênis do falecido” que não pôde ser “de forma fortuita” e que deve ter sido feita “pelo menos quatro vezes nos dois sentidos (frente-trás)”. Acrescentando a essas observações, o despacho afirma que, além disso, “as lesões refletidas na autópsia” fazem descartar “praticamente que a queda tenha sido produto de um escorregão ou tropeço”, e que, na verdade, Isak Andic caiu no vazio “como se tivesse se lançado por um tobogã, com os pés para a frente”, visto que seu corpo “não apresenta lesões nas palmas das mãos”, pelo que “se descarta o escorregão em uma pedra ou queda para a frente”.
Como quarto pilar em que a juíza baseia seu despacho judicial de prisão sob fiança, no qual, além disso, se confere formalmente a Jonathan Andic a qualidade de investigado por um suposto crime de homicídio, estariam as suspeitas que novamente pesam sobre como o vice-presidente do conselho da Mango se desfez do telefone celular que levava no dia dos fatos. Um iPhone 14 que ele havia substituído por um modelo 16 Pro, e sobre o qual posteriormente alegou que lhe foi roubado durante uma viagem ao Equador, tudo em datas que “coincidem com a informação divulgada pelos meios de comunicação sobre a reabertura do processo judicial”, em março de 2025.
A “obsessão por dinheiro” de Jonathan Andic
Em quinto e último lugar, e a partir de uma menção que faremos à parte, estariam as suspeitas, que se alega já serem fundadas, que derivam da relação ruim e arraigada que pai e filho mantinham. Relações familiares tensas cuja origem estaria naquela fase em que, não com muita sorte, mas sim o contrário, Jonathan Andic acabou por assumir sozinho a direção executiva da Mango, e que terminou, como já relatamos em detalhe na FashionUnited após o falecimento de Isak Andic, com sua demissão e com a entrada de Toni Ruiz, primeiro como diretor financeiro, depois como diretor geral e, finalmente, como CEO (diretor executivo, na sigla em inglês), e atualmente também presidente do conselho de administração da Mango. Apontando-se a este respeito no despacho que, em contraste com a boa relação com seu pai defendida por Jonathan Andic, “da análise das mensagens de WhatsApp se demonstra o contrário”, principalmente por causa da “obsessão de Jonathan Andic por dinheiro, a ponto de pedir uma herança em vida” a seu pai. Uma exigência que o fundador da Mango “se vê obrigado a aceitar para continuar a ter relação com seu filho”.
Seria nesse contexto que se deveria situar essa distribuição de fundos que foi acordada em vida de Isak Andic, e que resultou na constituição das diferentes sociedades patrimoniais de cada um de seus três filhos, Jonathan, Judith e Sara Andic, sobre a qual se informou poucas semanas após o falecimento do fundador da Mango. Um movimento que já na época parecia deixar claras as intenções de Isak Andic de realizar algum tipo de distribuição de seu patrimônio, um movimento sobre o qual agora, no despacho da juíza, se aponta que, primeiro, a decisão de aceitar essa distribuição em vida de parte da herança foi motivada pela psicóloga que está tratando pai e filho; e segundo, que adicionalmente Isak Andic contemplava modificar seu testamento para promover a criação de uma fundação para ajudar pessoas necessitadas. Uma decisão da qual consta que Jonathan Andic teve conhecimento em meados de 2024, o que provocou uma “mudança notável” em sua atitude para com seu pai, e suas pretensões de “reconciliar-se” com ele e de buscar demonstrar sua “mudança de atitude em relação ao dinheiro”. Uma aproximação que, portanto, se tenta descrever como mais do que interessada, e que teria ocorrido com o único propósito de impedir que Isak Andic fundasse essa entidade, que, em todo caso, se destaca que seu filho “não chegou a constituir” após seu falecimento.
Com o firme apoio da família Andic
Se, uma vez conhecida a prisão de Jonathan Andic, a família Andic, através de seus porta-vozes autorizados, não hesitou em manifestar publicamente sua “convicção absoluta” sobre a inocência do filho de Isak Andic no caso que continua sendo investigado sobre a morte do fundador da Mango, uma vez conhecido o despacho da juíza de instrução, quiseram reafirmar, e novamente de forma pública, essa convicção. Uma mensagem que foi acompanhada de uma avaliação por parte de Cristóbal Martell, principal responsável pela equipe jurídica de Jonathan Andic, na qual o advogado do vice-presidente do conselho da Mango quis focar precisamente no futuro sombrio que paira sobre ele, após um despacho que lhe confere a qualidade de investigado por um caso de homicídio que considera “inconsistente”, e que “estigmatiza” o filho de Isak Andic, mesmo que ele acabe sendo declarado tão inocente quanto a família Andic e sua equipe jurídica defendem que ele é.
Assim, e como último comunicado até o momento emitido em nome da família Andic, seus porta-vozes informam à FashionUnited que, após o conhecimento do despacho proferido pelo tribunal, “a família quer reiterar a inocência de Jonathan Andic”. Após seu reconhecimento formal como investigado em um caso de homicídio, “abre-se o momento processual oportuno para demonstrar sua absoluta inocência”, acrescentam, em linha com a postura defendida por Cristobal Martell, responsável pela equipe jurídica de Jonathan Andic, e para quem “a conjectura do homicídio é inconsistente”; “mas, acima de tudo, é dolorosa”, além de que “estigmatiza um homem inocente”. “Agora começa autenticamente o processo”, acrescenta o advogado, uma etapa durante a qual “reluzirá a verdade e a inocência” de Jonathan Andic.
Sob pena de prisão e a perda da herança
Se, no melhor dos casos, e na hipótese de ser inocente, e como tal acabar sendo declarado ao final de todo este processo judicial que agora se inicia, Jonathan Andic já enfrenta a pena pública de carregar consigo para sempre um estigma que, por uns ou outros, o apontará como responsável pela morte de seu pai; no pior dos cenários, encontraríamos as responsabilidades que, como responsável por esse suposto homicídio, ele deverá enfrentar. Responsabilidades que, além dessa condenação pública, implicariam desde sua privação de liberdade até a perda da herança de seu pai e, naturalmente, seu completo desligamento da Mango.
A este respeito, o Código Penal espanhol é claro e em seu Artigo 138, sobre o homicídio e suas formas, estabelece pena de prisão de 10 a 15 anos para os crimes de homicídio. Contemplando, no entanto, a este respeito, que poderia até ser imposta a pena de prisão perpétua revisável, se for considerado apresentar o suposto homicídio como um assassinato contra uma pessoa especialmente vulnerável por razão de idade, como estabelecido no Artigo 140, e tendo em conta que Isak Andic tinha 71 anos no momento de seu falecimento.
Quanto a como sua declaração de culpa interferiria com a herança do empresário e com sua relação com a Mango, começando por esta última, não se descarta que a empresa — que por enquanto continua sem se pronunciar a respeito — possa adotar algum tipo de medida preventiva que rebaixe Jonathan Andic em seu conselho de administração após sua prisão nesta terça-feira. Uma disposição que, em qualquer caso, será resultado das decisões tomadas no seio da família Andic, já que hoje são os três filhos de Isak Andic que controlam 95 por cento do capital da empresa, que, apesar de seus regulamentos internos e diretrizes, continua sendo regida pelas normas aplicáveis às empresas privadas de capital fechado.
No que se refere à herança, na hipótese de ser declarado culpado pelo homicídio de seu pai, é o Código Civil que se encarrega de antecipar o que ocorreria diante de tal cenário desolador, principalmente em seus artigos 756 e 761. Pontos da Lei a partir dos quais se declara que, em primeiro lugar, serão “incapazes de suceder por causa de indignidade” aquele “que for condenado por sentença transitada em julgado por ter atentado contra a vida, ou a pena grave por ter causado lesões ou por ter exercido habitualmente violência física ou psíquica no âmbito familiar ao autor da herança”, leia-se o falecido, “seu cônjuge” ou “pessoa a quem esteja unido por análoga relação de afetividade ou algum de seus descendentes ou ascendentes”. Contemplando a este mesmo respeito que, nesse caso, se o herdeiro excluído por “indignidade” para herdar “tiver filhos ou descendentes, estes adquirirão seu direito à legítima”. Observação que deixaria o filho de Jonathan Andic com Paula Nata como potencial herdeiro de seu avô, consideração que, no entanto, ficaria em suspenso até se verificar se ele foi efetivamente gerado antes ou depois do falecimento de Isak Andic. Uma condição, a de ter sido concebido antes e não depois de sua morte, que é considerada determinante, como estabelecido no Artigo 29 do Código Civil (“o concebido é tido por nascido para todos os efeitos que lhe sejam favoráveis”), e que casualmente poderia ocorrer se levarmos em conta que o nascimento de seu filho ocorreu no sábado, 13 de setembro de 2025, apontando para uma concepção justamente no início de dezembro de 2024.
- Jonathan Andic, filho do fundador da Mango, Isak Andic, foi preso e formalmente acusado do homicídio de seu pai, enfrentando um futuro incerto que pode incluir pena de prisão e a perda de sua herança.
- A juíza determinou prisão provisória evitável sob fiança de um milhão de euros para Jonathan Andic, com base em um acúmulo de indícios probatórios que sugerem sua participação “ativa e premeditada” na morte de seu pai.
- A investigação revela incongruências nos depoimentos de Jonathan Andic, visitas prévias ao local dos fatos, relatórios técnicos que descartam um acidente e a eliminação de um telefone celular, além de uma tensa relação pai-filho marcada pela "obsessão por dinheiro" de Jonathan.
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