A iniciativa Free Fashion agita a indústria de casamentos nos Países Baixos
Utrecht (Países Baixos) - "Após cerca de 30 minutos, eu soube que era o vestido certo", confidencia Lara Peters enquanto olha para seu vestido de noiva de segunda mão de linhas simples, pouco depois de dizer "sim" ao seu companheiro em meio à agitação da estação de Utrecht, nos Países Baixos.
Dois dias antes, a noiva encontrou seu vestido em uma loja pop-up na estação, administrada pela organização holandesa "Free Fashion", que, em sua promoção da moda circular, decidiu abordar a indústria de casamentos (a FashionUnited falou sobre isso em 2024).
"Transmitir a mensagem de que podemos fazer escolhas sustentáveis no nosso casamento é muito importante para mim", explica Peters, de 42 anos, à AFP.
Para chamar a atenção para um problema que lhes é caro, esta profissional de comunicação em desenvolvimento sustentável e seu marido, Mathijs Dordregter, de 44 anos, optaram por um casamento na estação de trem mais movimentada dos Países Baixos, organizado em parte pela Free Fashion.
"Sabemos que, em termos de emissões, a fabricação de um vestido de noiva equivale mais ou menos a uma viagem de 250 quilômetros de carro e, como são feitos de todos os tipos de materiais, são realmente difíceis de reciclar", explica à AFP Nina Reimert, gerente de projetos da Free Fashion.
"Portanto, no momento, é um verdadeiro pesadelo e, com 17.000 casamentos por ano nos Países Baixos, você pode fazer as contas...", continua Reimert, de 42 anos.
Para conscientizar o grande público sobre esse consumo excessivo prejudicial ao meio ambiente, a Free Fashion lançou um apelo online para convencer futuras noivas a dar uma nova vida a vestidos já usados.
"Celebrar o amor pelo planeta"
Para Lot van Os, que cofundou a Free Fashion, o vestido de noiva, geralmente usado apenas uma vez, é um símbolo forte. "Quando celebramos o amor, deveríamos também celebrar o amor pelo planeta", declarou ele à AFP.
Com cerca de 800 voluntários, a Free Fashion é procurada por prefeituras que desejam atingir suas metas em termos de economia circular e redução de resíduos.
A fundação (que também se apresenta como uma marca de moda) também atua dentro de empresas, organizando trocas de roupas entre os funcionários. "Lá, também falamos sobre essa transição circular pela qual devemos passar, porque não é uma questão de 'se', mas sim de 'quando' as coisas vão mudar", continua o holandês de 33 anos.
Refeição vegetariana e transporte público
"Já existem roupas suficientes no mundo para as próximas seis gerações", pode-se ler ao lado de uma arara da loja pop-up da estação, na qual se destacam várias dezenas de vestidos brancos.
Bem cientes dessa realidade alarmante, os noivos não se limitaram a um simples vestido. Além de Dordregter, que comprou um terno de segunda mão, todos os convidados do casal compareceram à estação vestidos com seus melhores achados de brechó.
"Claro, vamos optar por uma refeição vegetariana no restaurante e iremos de ônibus ou talvez de bicicleta. E tudo o que comprei para o casamento já foi usado em casamentos anteriores", diz Peters, sorrindo. Quanto ao destino de seu vestido após o grande dia: "Ele não vai acabar no meu armário!", afirma a noiva, determinada a perpetuar essa nova tradição.
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